KYC desafia operadores no Brasil regulado

Na SBC Lisboa, especialistas discutiram os desafios do KYC no mercado de apostas regulado do Brasil. Operadores apontaram a importância de provedores locais, terceirização e educação dos jogadores para garantir confiança e evitar fraudes.

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KYC desafia operadores no Brasil regulado

O KYC (Conheça o Seu Cliente) tornou-se uma das principais preocupações dos operadores no mercado regulado de apostas do Brasil. O tema foi debatido durante a Cúpula SBC Lisboa, onde especialistas destacaram os desafios de compliance, a importância da localização e a necessidade de confiança entre operadores e jogadores.

Provedores locais ganham força

Hugo Baungartner, CBO da Esportes Gaming Brasil, afirmou que soluções brasileiras de KYC foram essenciais para ganhar credibilidade junto aos apostadores. “Soube que seria complicado trabalhar com ferramentas que não fossem brasileiras. Optamos por um serviço local, no qual confiamos”, disse.

Barbara Teles, diretora de compliance da Stake, e Beatriz Morganti, conselheira da Betboom, reforçaram a opção pela terceirização. Para elas, operadores devem focar na experiência de apostas, enquanto especialistas cuidam da complexidade técnica do KYC.

Educação dos jogadores

Desde a regulamentação em janeiro de 2025, os clientes passaram a fornecer dados pessoais e biometria antes de apostar. Essa mudança gerou atrito nos primeiros meses, com queda de tráfego. “Foi preciso educar os apostadores sobre a importância do KYC para sua própria proteção”, explicou Hugo.

Beatriz ressaltou que o aprendizado é mútuo: “Estamos educando os jogadores, mas também aprendendo a tornar o processo mais fácil para eles”.

Prevenção de fraudes e próximos passos

As especialistas lembraram que o Brasil exige vigilância extra contra fraudes. “Brasileiro é muito criativo”, brincou Beatriz, defendendo ferramentas de verificação avançada. Barbara destacou que a cooperação internacional e o futuro sistema de autoexclusão, previsto até o fim de 2025, serão fundamentais para aumentar a segurança.

“Se conseguirmos compartilhar dados sobre jogadores autoexcluídos em um banco de dados comum, todos saem mais seguros”, concluiu Barbara.

Fonte: iGB Brasil – igamingbusiness.com

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Amábile Silva
Amábile Silvahttps://conexaobet.com/
Estudante e aspirante a escritora, apaixonada por literatura e filosofia.

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