Presidente da Loterj detalha regulação das apostas no RJ

Hazenclever Cançado, presidente da Loterj, explica como o Rio de Janeiro criou um modelo regulatório para apostas, combateu o jogo ilegal e ampliou investimentos sociais em 46 vezes.

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Hazenclever Cançado explica modelo da Loterj e defende união contra apostas ilegais

O presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), Hazenclever Lopes Cançado, apresentou detalhes do modelo regulatório implementado no estado para o setor de apostas e jogos. Em entrevista ao EsferaCast, videocast da Esfera Brasil, o dirigente explicou como a autarquia preencheu um vácuo legislativo federal e transformou o mercado local.

Entrevista destaca papel pioneiro da Loterj

Durante conversa com a jornalista Yasm Bachor, Hazenclever Cançado abordou os desafios enfrentados pelo setor de apostas no Brasil antes da regulamentação federal. Segundo ele, a ausência de regras claras abriu espaço para operações clandestinas, favorecendo crimes financeiros e a atuação do crime organizado.

Nesse cenário, a Loterj decidiu estruturar um modelo próprio de regulação no Rio de Janeiro, criando normas para a atuação das casas de apostas eletrônicas. A iniciativa colocou o estado na vanguarda da regulação do iGaming no país.

Força-tarefa contra apostas ilegais e crimes financeiros

Cançado defendeu publicamente a criação de uma força-tarefa nacional envolvendo estados e a União para combater casas de apostas ilegais. Ele citou a necessidade de integração entre órgãos como Receita Federal, Polícia Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Banco Central.

De acordo com o presidente da Loterj, experiências recentes em outros setores, como combustíveis e sistema financeiro, demonstraram que a cooperação entre diferentes níveis de governo é essencial para enfrentar esquemas de lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas.

“As milhares de casas de apostas irregulares que operam no Brasil acabam funcionando como porta de entrada para o tráfico, milícias, narcotráfico e diversos outros crimes”, alertou Cançado durante a entrevista.

Defesa da legalização de cassinos e bingos

Além das apostas esportivas, Hazenclever voltou a se posicionar favoravelmente à legalização de cassinos, bingos e demais jogos de azar no Brasil. Segundo ele, a clandestinidade gera insegurança jurídica, perda de arrecadação e dificulta o controle do Estado sobre a atividade.

“É preciso trazer para a luz do sol todos os jogos que continuam funcionando na obscuridade”, afirmou. Para o dirigente, a regulamentação ampla permitiria maior fiscalização, geração de empregos e aumento da arrecadação tributária.

Loterj preencheu lacuna legislativa federal

A atuação da Loterj ganhou destaque por ter ocupado um espaço deixado pela demora da regulamentação federal das apostas eletrônicas. A autarquia fluminense criou regras claras para licenciamento, cobrança de impostos e adoção de práticas de compliance por parte das operadoras.

O modelo implementado incluiu exigências rigorosas de prevenção à lavagem de dinheiro, combate a crimes fiscais e proteção ao apostador. Segundo Cançado, o objetivo sempre foi criar um ambiente seguro e juridicamente estável para todos os envolvidos.

“Desenvolvemos um modelo moderno e alinhado com os mercados mais maduros do mundo, trazendo para o Rio de Janeiro o que há de melhor em termos de segurança jurídica”, explicou o presidente da Loterj.

Regularização trouxe operadores para a legalidade

A iniciativa da Loterj ofereceu uma oportunidade de regularização para empresas que atuavam sem licença no Brasil. Após esse período inicial, a autarquia intensificou a fiscalização para garantir o cumprimento das normas estabelecidas.

Esse processo permitiu que o Estado passasse a arrecadar impostos de um setor que antes operava à margem da lei. Além disso, fortaleceu a credibilidade do mercado local de apostas esportivas.

Impacto econômico e efeitos em cadeia

Segundo Hazenclever Cançado, a formalização do setor de apostas tem impacto direto na economia do Rio de Janeiro. A atividade gera empregos, movimenta o turismo e beneficia setores como bares, restaurantes e fornecedores de tecnologia.

Ele ressaltou que o ecossistema de jogos vai além das casas de apostas, envolvendo desenvolvedores de software, empresas de meios de pagamento, marketing, compliance e atendimento ao cliente.

Investimentos sociais cresceram 46 vezes

Um dos pontos mais destacados pelo presidente da Loterj foi o aumento expressivo dos investimentos sociais. Em três anos de gestão, a aplicação de recursos em ações sociais foi multiplicada por 46.

Os valores arrecadados são destinados a projetos voltados ao atendimento de crianças, manutenção de creches, combate à violência contra mulheres e incentivo ao esporte de base, com foco especial no futebol no estado do Rio de Janeiro.

Pix no Lote e reforço na segurança

A Loterj também implementou o sistema “Pix no Lote”, que passou a ser obrigatório para apostas e pagamento de prêmios. O mecanismo utiliza tecnologias como reconhecimento facial e prova de vida, aumentando a segurança das operações.

De acordo com Cançado, a adoção dessas ferramentas reduz fraudes, dificulta o uso de laranjas e reforça o controle sobre a origem e o destino dos recursos movimentados.

“Nosso diferencial está na segurança e, principalmente, no retorno transparente para a sociedade daquilo que é arrecadado”, afirmou.

Planos para implementação de videoloterias

O próximo grande passo da Loterj será a implantação das videoloterias no estado do Rio de Janeiro. A expectativa é que o novo segmento gere cerca de 65 mil empregos diretos e indiretos nos próximos dois anos.

Cançado destacou que o projeto segue padrões internacionais e será implementado com forte controle regulatório, garantindo segurança jurídica e retorno econômico ao estado.

Expectativa pelo avanço no Congresso Nacional

Por fim, o presidente da Loterj demonstrou expectativa pela aprovação, no Congresso Nacional, de projetos que tratam da legalização de cassinos, bingos e outros jogos de azar. Segundo ele, o avanço legislativo é fundamental para consolidar um mercado regulado e sustentável no Brasil.

Para Cançado, a experiência do Rio de Janeiro pode servir de referência para outros estados e para a construção de uma política nacional mais eficiente para o setor de jogos e apostas.

Fonte: BNL Data (Autor: Magno José)

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Amábile Silvahttps://conexaobet.com/
Estudante e aspirante a escritora, apaixonada por literatura e filosofia.

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