A Secretaria de Prêmios e apostas (SPA) do Ministério da Fazenda encerra nesta quinta-feira (27) a consulta pública sobre a regulamentação das plataformas de apostas online, mais conhecidas como bets, no Brasil.
O período de contribuição, iniciado em fevereiro, permitiu que pessoas e empresas apresentassem sugestões por meio da plataforma Participa + Brasil. A SPA anunciou que a agenda regulatória com novas diretrizes será divulgada em abril.
Principais Pontos da Regulamentação
1. Licenciamento – Apenas empresas autorizadas poderão operar no Brasil, garantindo maior controle sobre o mercado.
2. Tributação – Definição de impostos sobre faturamento das empresas e ganhos dos apostadores. O governo busca equilibrar arrecadação e competitividade.
3. Proteção ao Jogador – Regras para evitar manipulação de resultados, vício em jogos e fraudes financeiras.
4. Combate à Lavagem de Dinheiro – Empresas precisarão seguir normas rígidas de compliance e monitoramento de transações.
Oportunidades no Setor
Com a regulamentação, o mercado de apostas tende a crescer e se profissionalizar, abrindo espaço para novas carreiras, como:
Atendimento ao cliente e suporte – Com o aumento de apostadores, empresas precisarão de profissionais para gerenciar dúvidas e reclamações.
Compliance e regulamentação –Garantia de que as casas de apostas estão cumprindo as novas exigências legais.
Marketing e social media – Divulgação de plataformas, campanhas de engajamento e fidelização de clientes.
Gestão e operações – Administração das plataformas e otimização da experiência do usuário.
RH e recrutamento – Com o crescimento do setor, haverá maior demanda por profissionais qualificados.
A consulta abrangeu não apenas a normatização infralegal das plataformas, mas também a definição dos temas prioritários e sua ordem de tratamento.
A proposta original poderá sofrer ajustes conforme as sugestões recebidas. Além disso, a nova legislação pode impactar diretamente o funcionamento das empresas do setor.
Promoções comerciais e cadastros de pessoas proibidas de apostar
A SPA também incluiu na agenda regulatória questões como promoções comerciais e a regulamentação da loteria instantânea (Lotex).
Essas medidas fazem parte do processo iniciado no ano passado, quando a regulação do setor foi discutida e implementada a partir de 1º de janeiro.
Desde então, apenas empresas autorizadas podem operar no país. A regulamentação busca garantir maior controle sobre as apostas e ampliar a arrecadação de impostos.
Em fevereiro, a SPA anunciou a criação de um cadastro nacional de pessoas proibidas de apostar. Esse banco de dados incluirá indivíduos impedidos por lei, como dirigentes esportivos, jogadores, técnicos, árbitros, menores de idade e membros de órgãos reguladores.
Além disso, a lista também englobará aqueles proibidos por decisão judicial. Essa iniciativa visa aumentar a transparência e reduzir riscos de manipulação esportiva.
Os detalhes desse cadastro serão tema de uma nova consulta pública entre abril e junho. A previsão é que a lista negativa entra em vigor na segunda metade do ano.
Dessa forma, a SPA incluirá a criação desse banco de dados entre os primeiros itens da agenda regulatória de abril.
A autarquia também pretende integrar esse sistema a outras bases de dados para reforçar sua efetividade.
CPI das Bets
Nesta semana, a CPI das Bets defendeu medidas para reduzir o tempo que os brasileiros passam nas plataformas de apostas online. A proposta busca mitigar impactos negativos do jogo excessivo e pode resultar em novas regras de controle.
O debate sobre o tempo de exposição dos usuários às apostas deve ganhar destaque nas próximas discussões sobre a regulamentação do setor.
A regulamentação das apostas esportivas (bets) no Brasil está avançando, e com o fim da consulta pública, o governo deve divulgar em abril as regras detalhadas para o setor. Esse marco pode transformar o mercado, trazendo oportunidades e desafios para empresas e profissionais.
Pontos-Chave da Regulamentação
A agenda regulatória deve abordar aspectos essenciais, como:
1. Licenciamento das Operadoras
Empresas precisarão de autorização do governo para operar no Brasil.
Exigências como capital mínimo, compliance e medidas de segurança.
Possível limitação no número de licenças concedidas.
2. Tributação
Empresas pagarão impostos sobre faturamento e apostas.
Jogadores podem ser tributados sobre ganhos acima de um determinado valor.
Parte da arrecadação pode ser destinada a esportes, educação e segurança pública.

