Bets dominam patrocínios nas semifinais da Libertadores e Sul-Americana
Por Luiz Vinicius — Adaptado pela equipe ConexaoBet
Com a retomada das semifinais da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana,
o protagonismo não se limita mais aos gramados. O impacto financeiro e publicitário das
casas de apostas
se tornou um dos maiores destaques da temporada.
Segundo levantamento recente, quase 70% dos clubes que iniciaram as competições contam com
contratos ativos com empresas do setor de apostas. Entre os oito semifinalistas,
sete exibem patrocínios de bets em seus uniformes e plataformas oficiais —
quatro na Libertadores e três na Sul-Americana.
Clubes brasileiros lideram em valores de patrocínio
No principal torneio do continente, Flamengo e Palmeiras despontam como os clubes mais valorizados comercialmente.
O Flamengo arrecada cerca de R$ 268,5 milhões por ano com seus patrocinadores,
enquanto o Palmeiras estima ganhos próximos de R$ 100 milhões anuais.
Esses números reforçam a força do mercado de apostas dentro do futebol nacional.
Fora do país, a tendência é semelhante. O Racing, da Argentina — adversário do Flamengo —,
firmou um contrato de patrocínio master em 2023 avaliado em aproximadamente R$ 20 milhões por ano.
Já a LDU, do Equador, rival do Palmeiras, mantém acordo estimado em R$ 10 milhões anuais,
com exposição da marca nas laterais do uniforme.
Presença das bets na Copa Sul-Americana
Na Copa Sul-Americana, três clubes também se destacam com parcerias no setor:
Independiente Del Valle (Equador), Atlético-MG e Lanús (Argentina).
A exceção é justamente o Lanús, que atualmente não possui nenhum acordo com operadoras de apostas.
Para Alex Rose, CEO da InPlaySoft — empresa inglesa especializada em plataformas e soluções
para operadoras —, esse modelo de patrocínio é uma estratégia eficiente de visibilidade:
“Com bases de fãs amplas e engajadas, o patrocínio esportivo é um meio poderoso para construção de marca e retenção.
Em mercados regulamentados e em expansão, como o Brasil, torneios sul-americanos têm enorme potencial para aumentar
a notoriedade das operadoras. É fundamental, porém, que isso ocorra com foco em entretenimento responsável e
proteção aos jogadores.”
Mercado global e amadurecimento do setor
Nickolas Ribeiro, sócio e fundador do Grupo Ana Gaming — responsável pelas marcas 7K, Vera
e Cassino —, reforça a maturidade do setor no continente:
“O mercado de apostas é regulamentado e sólido em diversos países, refletindo uma realidade de investimento
consolidada nas principais ligas das Américas e da Europa. Isso mostra a relevância global dessa indústria
para o futebol moderno.”
Patrocínios com casas de apostas já superam R$ 1 bilhão por ano no Brasil
Atualmente, os patrocínios esportivos com empresas de apostas no Brasil ultrapassam R$ 1 bilhão por ano.
Todas as operadoras parceiras de clubes participantes da Libertadores possuem
autorização federal,
assegurando conformidade com a nova regulamentação vigente desde 1º de janeiro de 2025.
Para Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports Brasil, a diferença entre os mercados sul-americanos
está no poder de consumo:
“O Brasil reúne um público numeroso e economicamente mais ativo.
Estudos mostram que o percentual de renda destinado a apostas esportivas e jogos de azar aqui
é superior ao de qualquer outro país do mundo.”
Regulamentação garante transparência e crescimento sustentável
A legislação brasileira de apostas, implementada em 2025, determinou que apenas operadoras licenciadas podem
firmar acordos de patrocínio com clubes. Essa medida visa assegurar um ambiente mais seguro,
transparente e alinhado às boas práticas internacionais.
Segundo Leonardo Henrique Roscoe Bessa, consultor da OAB e sócio do escritório especializado
Betlaw, a regulamentação fortalece a credibilidade do mercado:
“A regulamentação separa o joio do trigo, permitindo apenas a atuação de empresas sérias e confiáveis.
O Brasil tem potencial para se consolidar como um dos maiores polos globais de investimento em jogos e apostas.”
Futebol e iGaming: uma parceria estratégica em ascensão
O vínculo entre o futebol e o iGaming é cada vez mais estreito.
A presença massiva das casas de apostas nas principais competições do continente
reflete não apenas o crescimento econômico do setor, mas também a importância da regulamentação
para garantir práticas éticas e sustentáveis.
Com clubes cada vez mais dependentes de receitas comerciais e com o público engajado nas plataformas digitais,
o mercado de apostas esportivas promete continuar crescendo e consolidando sua presença nos gramados
da América do Sul.
Fonte: iGaming Brazil – igamingbrazil.com

