Mercado ilegal de apostas no Brasil já rivaliza com setor regulado

O mercado clandestino de apostas online no Brasil movimenta até R$ 40 bilhões por ano, valor próximo ao setor regulado. Estudo do IBJR aponta prejuízo bilionário à arrecadação e desafios no combate às plataformas ilegais.

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Mercado clandestino de apostas online no Brasil movimenta até R$ 40 bilhões por ano

O mercado ilegal de apostas esportivas no Brasil já alcança cifras bilionárias que rivalizam com o setor regulado. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), apresentada pelo presidente-executivo Fernando Vieira em audiência pública na Câmara dos Deputados, o segmento clandestino movimenta entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões anuais. Para efeito de comparação, o mercado autorizado gira em torno de R$ 38 bilhões por ano.

Irregularidade generalizada

Vieira destacou que cerca de metade das empresas de apostas que operam no país não possuem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF). Após a regulamentação do setor, em 2023, as empresas ilegais se tornaram a principal preocupação das autoridades e de entidades ligadas à indústria.

O executivo ressaltou ainda os riscos sociais envolvidos, como o acesso de crianças e adolescentes às plataformas clandestinas, além de práticas sem qualquer responsabilidade com o jogador.

Impacto na arrecadação

Outro ponto crítico é a perda bilionária para os cofres públicos. Segundo Vieira, o governo deixa de arrecadar aproximadamente R$ 10,8 bilhões por ano em impostos por conta das atividades ilegais. “O que nos preocupa é o quanto a sociedade perde de arrecadação, devido à incapacidade de recolher qualquer tributo desse mercado clandestino”, afirmou.

Ações de fiscalização e bloqueios

De acordo com André Wainer, coordenador de Monitoramento e Lavagem de Dinheiro da SPA-MF, atualmente existem 80 empresas autorizadas a operar legalmente no Brasil. A fiscalização, iniciada em 2023, já resultou no bloqueio de aproximadamente 17 mil sites ilegais, uma média de 1,7 mil páginas derrubadas por mês.

Wainer explicou que a atuação não se limita ao bloqueio de domínios. Também há monitoramento de instituições financeiras que facilitam transações para plataformas clandestinas, com notificações diretas a esses intermediários.

“Asfixia financeira” como solução

Para o deputado Caio Vianna (PSD-RJ), responsável por sugerir o debate na Comissão do Esporte, a maneira mais eficaz de combater o mercado ilegal é restringir o acesso aos meios de pagamento. “Só derrubar sites não vai resolver, porque a capacidade desses criminosos de reerguer plataformas em servidores internacionais é muito rápida. A estratégia precisa ser a asfixia financeira”, defendeu.

Desafios do setor

A audiência evidenciou que, apesar dos avanços na regulamentação das apostas online, ainda existem grandes desafios para equilibrar o mercado legalizado e combater a concorrência irregular. A expectativa é que, com a intensificação da fiscalização e ajustes regulatórios, seja possível reduzir as operações ilegais e aumentar a arrecadação pública.

Enquanto isso, entidades como o IBJR reforçam a importância do jogo responsável e do fortalecimento das práticas regulatórias para consolidar um ambiente seguro, transparente e competitivo no país.

Fonte: Gaming365 – gaming365.com.br

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Afrânio Ítalo
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Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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