CCJ de Santa Catarina aprova PL para bingos beneficentes, segundo o deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB-SC), relator temporário, a aprovação do PL tem importância para organizações como grupos de idosos, pastorais e associações de bairro, que já veem no bingo uma forma cultural de arrecadar fundos para projetos sociais, além de promover lazer.
É da Polícia Civil municipal do evento onde ocorrerá o bingo a responsabilidade de prover a certificação social. O deputado ainda reforçou que o uso do bingo para estes fins “é algo amplamente reconhecido e aceito pela sociedade”, conforme informações da Agência ALESC. O texto deve ser analisado por outras comissões antes de ser votado no plenário. Bingos X jogos e apostas on-lineDr.
Vicente criticou o tratamento desigual dado a plataformas de apostas on-line em comparação com as iniciativas comunitárias. Citando dados do Banco Central, ele ressaltou que as chamadas “bets” movimentam mais de 30 bilhões de reais por mês, sem sofrerem a mesma fiscalização que recai sobre ações locais.
“O Brasil é o país das contradições. Enquanto os jogos on-line seguem liberados, lucrando bilhões e levando milhões de brasileiros ao vício e ao endividamento, comunidades locais são impedidas de realizar um simples bingo na festa da igreja ou no encontro de idosos. É hora de dar fim a essa hipocrisia”, declarou.
Em abril, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Rogério Lucca, secretário-executivo do órgão, participaram de uma audiência na CPI das Bets, em que o montante mencionado por Dr. Vicente foi explicado: “Existe uma classificação para atividade econômica de apostas, e, com base nessa identificação, agora com dados mais concretos, a gente ratificou esse valor de R$20 bilhões, e mais recentemente podendo chegar até R$30 bilhões por mês. Então, hoje em dia, durante este ano, de janeiro a março, esse valor que a gente acompanha para efeito de atividade gira em torno de R$20 bilhões a R$30 bilhões por mês”, afirmou Lucca.
Vale ressaltar, no entanto, que, de acordo com estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) em 2024, “considerar apenas o total transferido para as plataformas de apostas, desconsiderando os ganhos e retiradas dos apostadores ou o saldo remanescente em suas contas nas plataformas, significa, necessariamente, superestimar o gasto efetivo dos consumidores no mercado de apostas”.
De acordo com o instituto, a distribuição está atrelada à taxa de retorno do investimento ao jogador (RTP, sigla em inglês), que, em mercados maduros e regulamentados, é superior a 90%. Isso significa que, dos R$ 20 bilhões movimentados em um dado mês, cerca de R$ 18 bilhões voltam aos apostadores na forma de pagamento de prêmios.
Créditos: SBC Noticias – BR – sbcnoticias.com

