Lula critica sites de apostas e propõe restrições a menores
O presidente Lula (PT) voltou a criticar as plataformas de apostas durante um evento em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, nesta segunda-feira (9). Apesar do foco da cerimônia ser o anúncio de investimentos do governo em saúde e educação, o presidente comentou sobre o impacto social dos jogos de azar.
“Eu aprendi a ser contra jogos de azar. Eu era contra cassino e jogo do bicho porque a igreja me ensinava que tinha que ser contra jogo de azar. O que está acontecendo hoje é que o cassino foi pra dentro das casas. Está na sala, na mão dos filhos de vocês”, disse Lula. “Vamos tomar uma atitude muito séria contra as ‘bets’. Elas estão tomando o dinheiro do povo pobre desse país”, completou.
Críticas e políticas recentes
Nos últimos meses, Lula e membros do governo têm se posicionado contra o avanço do mercado de apostas no país, inclusive por meio de campanhas de marketing, como a “Taxação do BBB (Bilionários, Bancos e Bets)”, lançada em 2025 com apoio da base do partido. O foco principal do governo é reduzir os impactos sociais de jogos online e apostas esportivas, especialmente entre jovens e pessoas de baixa renda.
Novas regras para proteção de menores
O Executivo está preparando medidas para restringir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos online prejudiciais, incluindo jogos de azar, pornografia e aplicativos de bebidas alcoólicas ou de acompanhantes. Uma minuta de decreto obtida pela Bloomberg News prevê que plataformas digitais implementem sistemas de verificação de idade que não dependam apenas da declaração do usuário.
O sistema será desenvolvido pelo governo federal, garantindo a privacidade e impedindo rastreamento de identidade ou histórico de navegação. As regras fazem parte de uma lei aprovada em 2025, que entra em vigor em março, voltada à proteção de crianças e adolescentes na internet, e devem ser publicadas até o fim de fevereiro.
Impacto esperado
Com a regulamentação, o governo busca reduzir o acesso de menores a apostas e conteúdos nocivos, ao mesmo tempo em que reforça campanhas de conscientização sobre os riscos sociais do jogo. As medidas refletem a postura do Executivo em proteger grupos vulneráveis frente à expansão do mercado de apostas online.
Por Rodrigo Elias

