STF suspende bloqueio de contas de beneficiários em plataformas de apostas

Ministro Luiz Fux suspende bloqueio de contas já ativas de beneficiários do Bolsa Família e BPC em plataformas de apostas até audiência de conciliação no STF.

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STF suspende bloqueio de contas de beneficiários de programas sociais em plataformas de apostas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, deferiu parcialmente o pedido de medida cautelar apresentado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), suspendendo temporariamente o bloqueio e o encerramento compulsório de contas já ativas de beneficiários de programas sociais em plataformas de apostas.

A decisão foi proferida no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.721 e representa um movimento relevante no debate sobre a regulamentação do mercado de apostas no Brasil, especialmente no que se refere ao tratamento dado a usuários que recebem benefícios sociais.

Suspensão de bloqueios e encerramentos compulsórios

De acordo com a decisão do ministro Luiz Fux, ficam suspensas, até a realização de audiência de conciliação, as obrigações operacionais que determinavam o bloqueio e o encerramento compulsório de contas já ativas de usuários beneficiários de programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Na prática, isso significa que usuários que tiveram suas contas bloqueadas entre o dia 1º de dezembro e esta sexta-feira (19) poderão ter as restrições removidas e se reinscrever nas plataformas de apostas legalmente autorizadas.

A medida atende parcialmente ao pleito da ANJL, que argumentou sobre a necessidade de maior clareza e proporcionalidade na aplicação das normas estabelecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Proibição de novos cadastros permanece válida

Apesar da suspensão do bloqueio de contas já existentes, o ministro manteve em vigor a vedação à realização de novos cadastros ou à abertura de novas contas por beneficiários de programas sociais.

Essa proibição segue nos termos da Instrução Normativa nº 22/2025 da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), que continua plenamente válida até nova deliberação.

No texto da decisão, Fux foi claro ao estabelecer os limites da cautelar:
“Defiro parcialmente o pedido cautelar para que, até a realização da audiência de conciliação designada, seja suspensa a eficácia das obrigações operacionais que implicam o bloqueio e o encerramento compulsório de contas já ativas, mantendo-se a proibição constante para a realização de novos cadastros ou aberturas de novas contas.”

Audiência de conciliação é antecipada

Outro ponto relevante da decisão foi a antecipação da audiência de conciliação, inicialmente marcada para o dia 17 de fevereiro de 2026.

A nova data foi definida para o dia 10 de fevereiro de 2026, ocasião em que serão discutidas as formas adequadas de cumprimento da medida cautelar e os impactos regulatórios da norma questionada.

A audiência deverá reunir representantes do poder público, entidades do setor e demais partes envolvidas, com o objetivo de buscar uma solução equilibrada e juridicamente segura.

Posicionamento da ANJL

Em nota, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) informou que continuará atuando de maneira institucional e técnica na defesa do mercado regulado de apostas no Brasil.

A entidade destacou que seguirá acompanhando de perto os desdobramentos do caso e manterá suas associadas informadas sobre quaisquer novas decisões ou orientações decorrentes do julgamento da ADI nº 7.721.

Impactos para o mercado regulado

A decisão do STF é vista como um passo importante para trazer maior previsibilidade jurídica ao setor de apostas, especialmente em um momento de consolidação do marco regulatório brasileiro.

Ao suspender o bloqueio automático de contas já existentes, o tribunal reconhece a necessidade de aprofundar o diálogo institucional antes da aplicação de medidas com impacto direto sobre usuários e operadores.

O desfecho da audiência de conciliação poderá definir diretrizes mais claras para o equilíbrio entre proteção social, responsabilidade regulatória e funcionamento do mercado legal de apostas no país.

Fonte: iGaming Brazil – igamingbrazil.com

STF

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Amábile Silva
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Estudante e aspirante a escritora, apaixonada por literatura e filosofia.

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