Lottopar alerta sobre site ilegal que usa sua marca
A Lottopar, autarquia responsável pela loteria estadual do Paraná, emitiu um alerta oficial à população sobre a atuação irregular do site apostas Premium (apostapremium.bet). De acordo com o comunicado, a plataforma não possui qualquer autorização para explorar modalidades lotéricas ou apostas de quota fixa dentro do Estado do Paraná.
Segundo a entidade, o site tem utilizado indevidamente o nome e a identidade visual institucional da Lottopar para transmitir uma falsa sensação de legalidade. A autarquia reforça que não existe qualquer vínculo contratual, regulatório ou institucional com a referida operação.
Uso indevido de marca e operação irregular
No posicionamento oficial, a Lottopar esclarece que a utilização de sua marca por plataformas não credenciadas configura prática irregular e potencialmente lesiva ao consumidor. A exploração de jogos e apostas sem autorização viola as normas estaduais e federais que disciplinam o setor.
O alerta surge em um momento de consolidação do mercado regulado no Brasil, no qual operadores devem cumprir exigências rigorosas relacionadas à prevenção à lavagem de dinheiro, proteção de dados e políticas de jogo responsável.
Providências legais adotadas
Em linha com suas diretrizes de integridade e defesa do consumidor, a Lottopar informou que já tomou as medidas cabíveis para conter a atuação irregular da plataforma.
Notificação à Secretaria de Prêmios e Apostas
Foi encaminhada comunicação formal à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, órgão responsável pela supervisão federal do setor de apostas de quota fixa. A medida visa informar a irregularidade e solicitar providências no âmbito nacional.
Solicitação de bloqueio junto à Anatel
Além disso, a autarquia protocolou pedido junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o bloqueio do acesso ao site em todo o território brasileiro. Como a plataforma não possui licença federal nem estadual, a solicitação busca impedir que usuários continuem acessando o domínio.
Monitoramento permanente
A Lottopar também destacou que mantém fiscalização contínua do mercado, utilizando ferramentas de inteligência e rigor normativo para combater operações clandestinas. O objetivo é assegurar um ambiente de jogo seguro e alinhado às normas vigentes.
Como identificar operadores autorizados
Para garantir a segurança de dados pessoais e recursos financeiros, a Lottopar orienta que apostadores verifiquem sempre as credenciais da plataforma antes de qualquer cadastro ou movimentação.
Entre os critérios essenciais que devem ser observados estão:
- Territorialidade: plataformas autorizadas pela Lottopar operam exclusivamente dentro dos limites do Estado do Paraná.
- Selo Oficial: é obrigatória a exibição do selo de autorização da Lottopar em local visível no site.
- Domínio Nacional: conforme regulamentação federal, operadores licenciados devem utilizar a extensão obrigatória .bet.br.
- Lista Oficial: o cidadão deve consultar previamente a relação de empresas credenciadas disponível no site oficial da autarquia.
Essas medidas são fundamentais para evitar exposição a riscos financeiros e problemas relacionados à segurança de dados.
Mercado regulado como proteção ao consumidor
A autarquia reforça que apenas o mercado regulado oferece garantias efetivas ao consumidor. Operadores autorizados são obrigados a implementar mecanismos de autoexclusão, limites de depósito, políticas de jogo responsável e procedimentos de verificação de identidade.
Plataformas clandestinas, por outro lado, não seguem tais exigências e não oferecem garantias de pagamento ou canais formais de reclamação. Isso amplia o risco de prejuízos financeiros e uso indevido de informações pessoais.
O fortalecimento da legislação e da fiscalização no setor de loterias é apontado como essencial para assegurar a integridade do ecossistema de apostas no Brasil.
A Lottopar reafirma seu compromisso com a transparência, a proteção do consumidor e o combate ao mercado paralelo, reiterando que operações sem autorização não devem ser acessadas ou utilizadas pela população.
Fonte: BNL Data e Autor: Elaine Silva

