Prohards passa por PoC para operar loteria estadual do MS
A empresa paulista Prohards enfrenta uma rigorosa Prova de Conceito (PoC) para assumir a operação do software da Lotesul, a loteria estadual de Mato Grosso do Sul, após a desclassificação da primeira colocada no processo de licitação.
Sediada em Rio Claro, a Prohards apresentou um repasse de R$ 18,5 milhões ao governo para gerir um contrato com receita anual estimada em R$ 51,4 milhões, demonstrando capacidade financeira para administrar a plataforma lotérica do Estado.
Como funciona a avaliação tecnológica do Estado
Realizada na sede da Secretaria-Executiva de Transformação Digital (Setdig), a prova exige que a empresa comprove na prática a execução das funcionalidades previstas no edital. A Prohards já validou ferramentas essenciais de sua solução, incluindo:
- Administração financeira dos recursos;
- Controle dos jogos;
- Mecanismos de proteção para dependentes de jogos.
O diretor da empresa, Peterson Baumgartner, explicou que o contrato prevê a concessão da plataforma por 20 anos, sendo que, ao final desse período, a tecnologia e suas atualizações serão cedidas gratuitamente ao Estado.
Com experiência consolidada no setor lotérico, a Prohards já opera sistemas em outros estados, incluindo Rio de Janeiro e Maranhão, o que reforça sua capacidade de gestão e segurança operacional.
Histórico conturbado da licitação
A licitação da Lotesul possui um histórico recente conturbado. Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado interrompeu o certame após investigação do Ministério Público revelar que uma organização criminosa havia criado empresa de fachada para fraudar a concorrência.
Com a reabertura em janeiro de 2026, a Lottopro Jogos de Apostas superou quatro concorrentes ao apresentar a melhor oferta, correspondente a 43,36% da receita bruta do contrato, cerca de R$ 22 milhões. No entanto, a empresa foi desclassificada em fevereiro ao falhar na avaliação técnica.
A comissão de licitação reprovou a Lottopro após a empresa admitir que não possuía o “cofre eletrônico” operante, requisito obrigatório para garantir o repasse seguro dos lucros ao governo, abrindo caminho para a convocação da Prohards.
Perspectivas para a Prohards
Agora, a Prohards precisa demonstrar capacidade técnica plena durante a PoC, assegurando que todos os processos do software da loteria estadual funcionem de forma segura, confiável e auditável.
O sucesso nessa fase permitirá que a companhia paulista assuma a operação da Lotesul, garantindo ao Estado continuidade no serviço e gestão de receitas significativas provenientes da loteria estadual.

