Influenciadores presos por rifas ilegais

MPRS denuncia influenciadores Gladison Pieri e Pâmela Pavão por associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar com rifas virtuais ilegais.

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Influenciadores são denunciados por rifas virtuais ilegais no RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou denúncia contra os influenciadores digitais Gladison Pieri e Pâmela Pavão, acusados de associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. O casal, natural de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, segue preso preventivamente desde junho deste ano.

Esquema de rifas virtuais ilegais

De acordo com o promotor de Justiça Tiago Moreira, responsável pela denúncia, o casal e outros envolvidos utilizavam rifas virtuais como fachada para movimentações financeiras suspeitas e atividades ilícitas. A investigação revelou um esquema estruturado que mascarava ganhos ilegais por meio dessas plataformas.

Segundo o MPRS, a atuação criminosa envolvia eventos, distribuição de prêmios e ações para atrair seguidores, que eram impactados diretamente pelas operações fraudulentas.

Cancelamento de acordo judicial

No início do mês passado, após a prisão ocorrida no dia 5 de junho, o Ministério Público pediu a suspensão de um acordo de não persecução penal (ANPP) que estava em andamento. A decisão se deu após a descoberta de novas evidências coletadas pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.

Entre as provas apresentadas estão vídeos publicados em redes sociais, nos quais os investigados aparecem promovendo festas e soltando fogos, atitudes consideradas indícios da continuidade das atividades ilícitas mesmo após imposição de medidas judiciais.

Medidas cautelares e novos indiciamentos

Antes da prisão preventiva, os dois influenciadores já haviam sido submetidos a medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, bloqueio de redes sociais e apreensão de passaportes.

Além de Gladison Pieri e Pâmela Pavão, outras quatro pessoas foram denunciadas por associação criminosa. Dentre esses denunciados, três também respondem por lavagem de dinheiro e dois por exploração de jogos de azar.

A denúncia foi formalizada à Justiça no final de junho, reforçando a necessidade de responsabilização penal dos acusados.

Posicionamento do Ministério Público

O promotor Tiago Moreira destacou a importância da atuação do Ministério Público para interromper um esquema criminoso que vinha sendo praticado de maneira recorrente e disfarçada.

“Nosso trabalho visa responsabilizar os envolvidos e impedir que essas atividades continuem a prejudicar a sociedade, trazendo à tona práticas ilegais mascaradas como rifas virtuais”, afirmou Moreira.

A reabertura do inquérito e as novas denúncias marcam mais um capítulo no combate às irregularidades envolvendo rifas virtuais, prática que tem sido cada vez mais monitorada pelas autoridades no Brasil.

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Afrânio Ítalo
Afrânio Ítalohttps://conexaobet.com/
Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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