Flávio Figueiredo destaca sucesso do BiS SiGMA

O cofundador do BiS SiGMA, Flávio Figueiredo, comenta sobre o sucesso do BiS Brasília, a importância da capital nas decisões do setor, a imagem do mercado de apostas e os planos para as próximas edições do evento.

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Flávio Figueiredo destaca sucesso do BiS SiGMA Brasília

O cofundador do BiS SiGMA, Flávio Figueiredo, concedeu uma entrevista durante o segundo dia do BiS Brasília, evento que reuniu representantes do governo, parlamentares, órgãos reguladores e empresas do setor de iGaming e apostas esportivas no Brasil. O empresário destacou o motivo da escolha de Brasília como sede e o papel fundamental do evento na construção de um diálogo entre o setor privado e o poder público.

Por que o BiS escolheu Brasília

Segundo Figueiredo, a realização do evento na capital federal foi uma decisão estratégica. “Após visitarmos Brasília, percebemos que era fundamental realizar o BiS aqui, pois é onde as decisões do país são tomadas — especialmente em relação a leis, regulamentações e medidas provisórias que afetam diretamente o mercado de apostas e jogos”, explicou.

Público e presença política

O público superou todas as expectativas. “Esperávamos cerca de 200 pessoas, mas já no segundo dia ultrapassamos 300 participantes, um aumento de 50%”, comemorou Figueiredo.

O evento também contou com a presença de importantes nomes do governo e do legislativo, como o senador Irajá (PSD-TO), o deputado federal Nilton Cardoso (MDB-MG) e o ministro do Esporte, André Fufuca. Além das autoridades, diversas lideranças do setor de apostas e representantes de empresas internacionais marcaram presença.

Em destaque, o senador Irajá reforçou o compromisso com a votação do projeto de cassinos físicos no Brasil. “A presença dele é muito relevante, pois está diretamente envolvido com o tema. Ele garantiu que o projeto será votado até o fim de 2025”, afirmou Figueiredo. Para o empresário, a aprovação representaria “um enorme impulso para o turismo, a geração de empregos e a arrecadação nacional”.

Imagem do setor e o papel do BiS SiGMA

Durante a entrevista, Flávio Figueiredo abordou também a imagem do setor de apostas no Brasil, que ainda carrega estigmas. “Existe uma conotação pejorativa quando se fala em ‘jogos de azar’. Fora do Brasil, o termo usado é ‘gambling’, que se refere a todos os tipos de jogos, sem esse peso negativo. Precisamos mudar essa percepção”, ressaltou.

O executivo defendeu que o setor regulado é pautado pela responsabilidade e transparência. “Nenhuma casa de apostas séria quer clientes viciados. O que interessa é o jogador que aposta de forma responsável, e as plataformas reguladas oferecem ferramentas para monitorar o comportamento do usuário.”

Ele explicou que as empresas licenciadas têm sistemas automáticos de alerta para identificar mudanças no comportamento de jogo dos clientes. “Se um jogador que costuma apostar duas horas por semana passa a jogar cinco, a plataforma emite um aviso. Isso é parte da autorregulação do mercado.”

Educação e responsabilidade no BiS Brasília

Um dos pontos mais enfatizados por Figueiredo foi o caráter educacional do evento. “O principal objetivo do BiS é promover educação e conscientização sobre o jogo responsável. Queremos mostrar que o setor gera empregos, investimentos e arrecadação, e precisa ser compreendido como uma atividade econômica legítima.”

Para o cofundador, o evento contribui para derrubar preconceitos e fomentar o debate sobre boas práticas. “O estigma está diminuindo, mas ainda precisamos falar com o público fora do setor. As associações têm feito um trabalho importante nesse sentido, e a participação delas no BiS SiGMA é essencial.”

Figueiredo também defendeu que o mercado deve ser visto como uma indústria regulamentada e profissional. “As pessoas precisam entender que o setor de apostas é composto por empresas sérias e trabalhadores que atuam com ética e responsabilidade.”

Tributação e desafios do mercado

Outro tema abordado foi o aumento da tributação sobre as casas de apostas, proposto pelo governo federal. “É um ponto sensível. Todos devem pagar impostos, claro, mas o aumento precisa ser equilibrado. Se a carga for muito alta, o mercado ilegal tende a crescer, pois empresas sem licença deixam de pagar tributos”, alertou.

O executivo citou que, com o novo cálculo, a tributação total pode chegar a 30%. “Fala-se em 18%, mas quando somamos todas as taxas, o número real é bem maior. Isso precisa ser pensado com cautela para não sufocar as empresas legalizadas e estimular a informalidade.”

Planos para as próximas edições

O formato de Brasília foi considerado um sucesso absoluto, e Figueiredo revelou que há grandes chances de o evento se repetir em 2026. “Ainda vamos avaliar, mas a probabilidade de termos uma nova edição em Brasília é muito grande. Também estudamos levar o formato para o Nordeste.”

Além disso, o BiS SiGMA Americas, considerado o maior evento do setor na América Latina, já tem data marcada para acontecer em São Paulo, entre os dias 6 e 9 de abril de 2026.

O futuro do iGaming no Brasil

Com a regulamentação avançando e eventos como o BiS SiGMA promovendo diálogo entre governo e indústria, o mercado brasileiro de iGaming vive um momento histórico. A expectativa é de crescimento sustentável, com foco em práticas responsáveis e inovação.

Iniciativas educativas e o fortalecimento da imagem positiva do setor tendem a atrair novos investidores e consolidar o Brasil como um dos principais polos de jogos e apostas da América Latina.

Fonte: iGaming Brazil – Autor: Carlos Eduardo Petruchio

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Afrânio Ítalo
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Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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