Centenas de milhões são despejados no mercado publicitário, cada vez mais saturado de anúncios. Em um cenário complexo como esse, imagino que operadores estejam se perguntando: como consigo me diferenciar da concorrência?
Fabrício Nunez, head de marketing do SeuBet, vem adotando uma estratégia diferente da grande maioria dos seus concorrentes. Ao invés de buscar uma comunicação massificada, Nunez e o SeuBet optam por uma abordagem regionalizada, focando em regiões específicas do Brasil.
“Quando falamos de conversar com diferentes comunidades, isso entra na regionalidade. Então, é você sair da bolha RJ-SP e, enfim, conseguir atingir vários públicos para a gente conseguir, no final do dia, ter uma maior pulverização da mensagem”, afirmou Nunez.
Para o head de marketing, a estratégia passa por olhar para a eficiência de custo, conversão e share de marca: “Entendemos que, em vez de determinar toda nossa força em comunicação para grandes polos como São Paulo e Rio de Janeiro, a gente começa indo para Belo Horizonte, fazendo ativações em uma região que tem concorrentes muito fortes, mas que pouco exploram a região”.
A estratégia, inclusive, deve ser expandida no futuro. Nunez afirmou que a empresa já começa a olhar para outras praças, aproveitando a ineficiência da competição: “Você tem grandes empresas nessas micro e pequenas regiões, como Betano, EstrelaBet e Superbet, mas que falam com todos.
Então, entendemos que, falando com a micro região, nós temos uma comunicação muito mais próxima. Você começa a olhar que, fazendo uma comunicação mais regional, você tem uma efetividade maior tanto na construção de marca como no fim da cadeia, com a conversão”.
Afiliação como caminho para escalabilidade
Nunez apontou que o diferencial do SeuBet está na capacidade de escalar o negócio que, segundo ele, cresceu cinco vezes no primeiro ano, através do modelo de afiliação: “Hoje, dentro do programa de afiliação, tem um dos sócios que é o Gabriel Silva. Ele é sócio e head de afiliação. Ele é o tipo de pessoa que está a um toque do celular, a uma mensagem de distância dos afiliados, ajudando desde a parte estratégica”.
Fabrício Nunez, Head de Marketing do SeuBet
Nunez explicou que o SeuBet trabalha realizando a parte estratégica e auxiliando pessoas que vem do mercado de afiliação, mas que não entende a parte estratégica específica do mercado de apostas: “Nós fazemos todo o acompanhamento, desde posts patrocinados à comunicação. Somos realmente quase uma agência para esses novos afiliados. Para os que já estão em nível de maturação elevado, a gente acompanha toda a jornada, desde a parte de negociação com novos parceiros”.
SeuBet Boost
Outro ponto citado por Nunez como diferencial é o modelo de financiamento SeuBet Boost: “Funciona assim: uma pessoa quer entrar com o modelo de afiliação, mas não tem o capital inicial.
O que seria esse capital inicial? Fazer o tráfego, patrocinar seus posts, alcançando mais pessoas. O SeuBet faz esse aporte com o cartão do SeuBet. A partir daí, você roda todas as mídias com a estratégia que ajudamos você a construir e você não paga nada além da taxa do cartão”.
“Diferentemente de outras casas, que falam muito em quantidade e não qualidade, nós preferimos fazer o inverso: ter poucos, mas muito bons afiliados. Esse é o nosso grande diferencial”, resumiu Nunez, sobre a estratégia da operadora.
Futebol não é o foco do SeuBet
Cada vez mais inundado de patrocínios esportivos, o mercado publicitário do futebol não é um dos focos – ao menos no momento – do SeuBet. Nunez explicou que o patrocínio ao Democrata de Governador Valadares se trata de algo ‘emocional’, e que não tem como foco a conversão: “Dentro do SeuBet, entendemos que tem muitos outros formatos de mídia a serem explorados. O nosso conceito é ser a bet da comunidade”.
A saturação do mercado é um dos pontos que afastou o SeuBet do futebol: “Eu brinco muito que a minha mãe acha que eu trabalho em todas as ‘bets’. Ela vê na televisão e fala: ‘o Fabrício trabalha aqui, o Fabrício trabalha ali’. Isso acontece porque, no fim do dia, em um jogo você tem SuperBet, Betano, Esportes da Sorte e Betnacional, mas qual residual de marca você passa no final? Você entra dentro de um calhau de bets”.
Mascote como parte da estratégia de rebranding
Buscando se diferenciar, o SeuBet adotou uma estratégia muito utilizada em outros mercados, e criou o seu mascote, a capivara: “Não é simplesmente uma escolha de um animal, ele traz a brasilidade, é o animal da América do Sul. Ele é um animal que vive em comunidade, então ele sempre está em comunidade. Então, ele tem a ver com o nosso conceito”, explicou Nunez.
“Com isso, você começa a criar um asset proprietário. Em pouco tempo, olhando a aquisição e o que foi feito – ainda muito imaturo -, nosso engajamento, com um valor muito menor que de outros concorrentes, escalou mais de 45 vezes o engajamento, simplesmente utilizando o mascote”, pontuou o head de marketing.
Embaixadores fora do futebol
Mantendo a estratégia de focar em outras áreas além do futebol, o SeuBet também conta com embaixadores que atuam fora do esporte: “Nós temos o MC Livinho, que fala com o público do funk e que tem total aderência. Ele, no entanto, é um dos nomes do funk que extrapolou o funk, então ele tem o público dele e fala com um grande volume”.
“Temos também o Capita, jogador de futebol de salão que, depois do Falcão, é um dos principais do país”, completou Nunez. Por mim, Nunez resumiu a estratégia de comunicação da empresa, afirmando que a diferença é “fazer publicidade sem fazer publicidade. É entrar na jornada do cliente sendo lembrado por uma ação”.
“Não adianta trazer um perfil de milhões aqui, porque se ele sair amanhã, acabou a marca. Eu estou construindo algo para o futuro”, finalizou Nunez.
Créditos: SBC Noticias – BR – sbcnoticias.com

