Senador propõe extensão da CPI das Bets para concluir apurações
Durante pronunciamento realizado nesta terça-feira (27), o senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu a prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das apostas esportivas, mais conhecida como CPI das Bets. Segundo ele, ainda é necessário ouvir testemunhas importantes, como o influenciador Luan Kovarik (Jon Vlogs), que não compareceu à oitiva marcada por estar fora do país.
A CPI, instaurada para investigar irregularidades e crimes envolvendo o mercado de apostas esportivas no Brasil, já foi prorrogada por 45 dias, com término previsto para 14 de junho. O senador considera essencial mais tempo para garantir um relatório final técnico e responsável.
“Espero que haja bom senso nesta Casa. Precisamos ouvir mais pessoas para concluir o trabalho. Se o objetivo é aprimorar a legislação, precisamos de um pouco mais de tempo”, afirmou Izalci.
Polêmica sobre aumento do IOF
O parlamentar também utilizou a tribuna para criticar o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) promovido pelo governo federal. Segundo Izalci, a medida fere o princípio da anualidade tributária, garantido pela Constituição.
Em resposta, apresentou um requerimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) solicitando a convocação do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para esclarecer a decisão.
Além disso, mencionou que o Partido Liberal (PL) protocolou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para suspender os efeitos do reajuste, e que já tramitam ações judiciais relacionadas ao caso.
Relevância da CPI para o setor iGaming
A CPI das Bets tem gerado repercussão significativa entre os operadores licenciados, autoridades reguladoras e usuários do mercado de apostas. Além de investigar fraudes e manipulação de resultados, a comissão visa identificar falhas legais, vazios regulatórios e propor melhorias na legislação vigente.
A extensão dos trabalhos reforça a intenção de concluir uma análise mais completa sobre os riscos à integridade esportiva, a responsabilidade das plataformas digitais e a eficácia das medidas de fiscalização financeira.

