Flutter otimista sobre as perspectivas do Brasil

Flutter sofreu quedas no primeiro trimestre no Brasil devido a problemas com o processo "KYC". Mas o CEO Peter Jackson espera que a aquisição do NSX Group prepare a empresa para o sucesso a longo prazo.

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A Flutter informou que teve uma queda de faturamento de 44% no Brasil durante os três primeiros meses no setor de apostas regulamentadas do mercado, por conta de impasses relacionados ao processo “KYC” (sigla em inglês que significa “Conheça o seu cliente) nas operações da Flutter na Betfair.

Ainda assim, Jackson espera que a aquisição do NSX Group, que será concluída em breve, deixe a Flutter “em uma posição competitiva de destaque, em um mercado recém-regulamentado de rápido crescimento”, disse ele durante a reunião de resultados do primeiro trimestre do grupo na quarta-feira.

“A combinação de uma forte equipe de gestão local, tecnologia proprietária localizada e uma marca de ponta local na Betnacional, bem como as operações da Betfair Brasil e os recursos da Flutter Edge, nos posicionará para o sucesso nesse mercado tão empolgante”, disse Jackson.

Em setembro do ano passado, a Flutter anunciou que havia concordado em adquirir uma participação inicial de 56% do NSX Group, proprietário da marca Betnacional. O acordo de US$ 356 milhões (R$ 2,016 bilhões) deverá ser fechado no segundo trimestre de 2025.

A conclusão da negociação dará origem a uma nova “Flutter Brasil”, incorporando a já existente marca Betfair da empresa, bem como as marcas Pagbet, MrJack.bet e Betpix, pertencentes ao NSX Group.

Enquanto isso, a NSX informou que o faturamento do Brasil aumentou 20% no primeiro trimestre em comparação ao ano anterior, sugerindo que a empresa não foi afetada pelos mesmos impasses relacionados a compliance que outras tiveram.

“Claramente, o braço da NSX, que esperamos que cheguem no final deste mês, apresenta um desempenho muito bom, alinhado com as nossas expectativas. Portanto, é um crescimento superior a 20% no primeiro trimestre na comparação com o ano anterior, apesar dos desafios enfrentados no campo regulatório. Estamos muito satisfeitos com o que vemos até agora no Brasil”, acrescentou Jackson.

A Flutter declarou anteriormente que a aquisição lhe daria uma participação de mercado de 11% no Brasil a longo prazo, posicionando a empresa como uma das três primeiras no crescente mercado de apostas legais, que foi lançado em 1º de janeiro.

Como outros operadores, a Flutter enfrentou dificuldades de adaptação ao novo ambiente regulatório no Brasil, sobretudo no que diz respeito ao processo KYC.

As regulamentações mais recentes preveem o uso de tecnologia de reconhecimento facial para verificação de identidade, exigindo que os apostadores se cadastrem com uma conta bancária atribuída a uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil.

“Vimos alguns desafios com a Betfair devido às mudanças no ambiente regulatório”, disse Jackson. “O principal foram problemas no processo de cadastro dos clientes. Percebemos que isso impactou a ativação.”

Mas Jackson também disse que está “muito satisfeito” com o que a empresa está vendo até agora no país. Em uma carta aos acionistas da Flutter que trazia os resultados do primeiro trimestre, ele disse: “O processo de fusão e aquisição no Brasil continua no caminho certo, à medida que aumentamos um portfólio impressionante de marcas de ponta locais.”

De forma mais ampla, a Flutter reportou um faturamento no primeiro trimestre de US$ 3,66 bilhões (R$ 20,690 bilhões), um aumento de 8% em relação ao ano anterior. O EBITDA ajustado de US$ 616 milhões (R$ 3,481 milhões) e o lucro líquido de US$ 335 milhões (R$ 1,893 bilhões) também representaram aumentos de 20% e 289%, respectivamente, na comparação com o ano anterior.

Como os concorrentes da Flutter se saíram no Brasil durante o primeiro trimestre?

Falando nos concorrentes da Flutter no Brasil, a Entain relatou um crescimento de 31% nas receitas líquidas de jogos no primeiro trimestre, o que superou as expectativas do operador.

A Betsson, entretanto, registrou um aumento de 70,3% no faturamento na América Latina. Porém, como recebeu sua licença completa apenas em março, a empresa não teve um crescimento expressivo no mercado.

No entanto, o CEO Pontus Lindwall afirmou mais uma vez que a empresa está adotando uma abordagem cautelosa no Brasil, embora espere que o lançamento se baseie no sucesso da empresa em outras partes da região para impulsionar o crescimento. “O Brasil é um mercado enorme, e queremos começar de forma suave, garantindo que o produto seja calibrado para esse mercado”, disse Lindwall a analistas. “E então começaremos a fazer marketing e ver como será a tração.

Créditos: iGB – Brasil – igamingbusiness.com

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Afrânio Ítalo
Afrânio Ítalohttps://conexaobet.com/
Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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