IBJR contesta Haddad e defende regulamentação das apostas
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) reagiu nesta quarta-feira (23) às recentes declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a arrecadação do setor de apostas esportivas. Para a entidade, o posicionamento do ministro ignora a relevância da regulamentação para a economia e desvia a atenção do problema mais grave: o mercado ilegal.
Críticas à fala do ministro
Segundo nota oficial divulgada pelo IBJR, ao minimizar o peso da arrecadação das apostas no Brasil, Haddad acaba fortalecendo o mercado irregular:
“A visão do ministro desvia o foco do problema real: a evasão fiscal do mercado ilegal, que domina 51% do setor e gera um prejuízo anual de R$ 10 bilhões ao país. Declarações que diminuem a importância do ambiente regulado criam insegurança jurídica, desestimulam investimentos e, na prática, fortalecem as operações ilegais que o governo deveria combater.”
Arrecadação expressiva após regulamentação
De acordo com o instituto, desde o início do processo regulatório o setor já trouxe resultados significativos para os cofres públicos. Apenas em outorgas, foram arrecadados R$ 2,3 bilhões de empresas licenciadas. Além disso, entre janeiro e maio de 2025, as contribuições tributárias e sociais somaram R$ 3,026 bilhões, segundo dados da Receita Federal.
A projeção feita pela LCA Consultoria Econômica indica que esse montante poderá alcançar R$ 10 bilhões até o fim do primeiro ano da regulamentação. Esses recursos têm destinação prevista para áreas estratégicas como Saúde, Educação, Segurança Pública e Esporte.
Mercado ilegal ainda domina metade do setor
Mesmo com esses números, o IBJR destaca que o mercado não regulamentado continua representando 51% do setor, provocando perdas anuais de R$ 10 bilhões em função da evasão fiscal. Para a entidade, este é o ponto central que deve ser combatido.
O instituto ressalta que, ao dar pouca importância às apostas regulamentadas, o governo acaba prejudicando a consolidação do setor e favorecendo as atividades ilegais.
Nota oficial do IBJR
Na íntegra, o instituto expressou sua posição da seguinte forma:
“O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável reage com perplexidade às declarações do ministro Fernando Haddad que minimiza a arrecadação do setor de apostas. As falas ignoram que o Governo Federal já recebeu mais de R$ 2,3 bilhões apenas em outorgas de empresas licenciadas, além de R$ 3,026 bilhões em contribuições tributárias e sociais somente entre janeiro e maio de 2025, segundo a Receita Federal. Esse valor poderá chegar a R$ 10 bilhões até o final deste 1º ano de regulamentação do setor, de acordo com projeção da LCA Consultoria Econômica – recursos com destinação a áreas estratégicas como Saúde, Segurança Pública, Esporte e Educação.”
“A visão do ministro desvia o foco do problema real: a evasão fiscal do mercado ilegal, que domina 51% do setor e gera um prejuízo anual de R$ 10 bilhões ao país. Declarações que diminuem a importância do ambiente regulado criam insegurança jurídica, desestimulam investimentos e, na prática, fortalecem as operações ilegais que o governo deveria combater.”
“O IBJR reafirma seu compromisso com o Brasil para a construção de um mercado transparente e gerador de empregos e receitas, com maior proteção ao apostador. Para isso, o trabalho conjunto entre o poder público e empresas do setor é imprescindível.”
Compromisso com um mercado sustentável
O IBJR reforça que o fortalecimento do setor regulado é essencial para gerar empregos, ampliar a arrecadação e garantir a proteção ao apostador. Segundo a entidade, isso só será possível por meio de uma atuação conjunta entre governo e operadores licenciados.
O debate em torno da regulamentação das apostas segue aquecido em 2025, enquanto autoridades e entidades buscam soluções para equilibrar arrecadação, segurança jurídica e combate às práticas ilegais.
Para mais informações sobre o desenvolvimento deste mercado, visite a seção de iGaming.

