Haddad defende regulamentação de cassinos e bingos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a regulamentação de cassinos e bingos físicos no Brasil. Ele destacou o potencial turístico, a geração de empregos e a importância de combater a ilegalidade no setor.

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Haddad defende regulamentação de cassinos e bingos

O debate sobre a regulamentação dos cassinos e bingos físicos no Brasil voltou a ganhar destaque após declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band. Segundo o ministro, a proposta de legalização do setor deve ser analisada pelo Congresso Nacional em breve, seguindo o mesmo caminho da regulação das casas de apostas online.

Potencial turístico e geração de empregos

Haddad ressaltou que a abertura dos cassinos e bingos não seria voltada ao público em massa, mas sim a locais estratégicos, especialmente em regiões turísticas. Para ele, a experiência presencial tem caráter mais restrito e controlado, favorecendo o desenvolvimento econômico regional.

“Eu até estranho o jogo virtual ter sido aprovado e o presencial não. As massas não entram nos cassinos. São lugares estratégicos que atraem turistas, que vão visitar e acabam jogando no cassino, gerando emprego e movimentação turística”, destacou o ministro.

Contraste entre apostas online e presenciais

Na entrevista, o ministro também chamou atenção para a inversão de prioridades no Congresso. Enquanto os jogos online já estão regulamentados, os cassinos e bingos continuam parados na pauta. De acordo com dados apresentados por Haddad, o Governo Federal identificou cerca de 30 milhões de CPFs únicos cadastrados em plataformas de apostas online.

O caráter massivo das apostas virtuais já resultou em arrecadação tributária, revertida em áreas como saúde. Entretanto, a ausência de regulação dos jogos presenciais mantém modalidades como o jogo do bicho na ilegalidade, contribuindo para o financiamento do crime organizado.

Projeto de lei em discussão

O projeto de regulamentação dos cassinos e bingos aguarda votação no Congresso após ser adiado pelo Senado em julho. A proposta prevê a liberação de cassinos, bingos, apostas em corridas de cavalos, jogo do bicho e outras modalidades, revogando a proibição imposta em 1946.

Além disso, o texto altera a Lei das Contravenções Penais, que ainda prevê punições para a exploração dessas atividades. A nova legislação também propõe a criação de um sistema de supervisão e fiscalização, com o objetivo de assegurar a transparência do setor e prevenir crimes como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

Pontos principais do projeto de lei:

  • Liberação de cassinos, bingos e apostas em corridas de cavalos.
  • Revogação da proibição de jogos de apostas estabelecida em 1946.
  • Alteração da Lei das Contravenções Penais.
  • Criação de sistema de fiscalização e prevenção de crimes financeiros.

Impactos esperados da regulamentação

A aprovação do projeto pode representar um marco para o setor de entretenimento e turismo no Brasil. Com a regulamentação, os cassinos e bingos poderiam se tornar polos de geração de empregos formais, aumento da arrecadação tributária e maior atratividade para turistas internacionais.

Além disso, a legalização traria maior segurança para os jogadores, estabelecendo regras claras e evitando a exploração clandestina. Esse avanço também contribuiria para a diversificação da economia em regiões estratégicas, gerando novos polos de desenvolvimento.

Próximos passos

A expectativa é de que o projeto volte à pauta no Senado no segundo semestre. Caso aprovado, o Brasil poderá se juntar a outros países que utilizam os jogos de apostas presenciais como ferramentas de incentivo ao turismo e ao fortalecimento econômico.

A fala de Haddad reforça o alinhamento do Governo Federal em avançar nesse tema, apontando a necessidade de tratar os aspectos legais com prioridade e corrigir a defasagem em relação às apostas online.

Fonte: iGaming Brazil – igamingbrazil.com

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Afrânio Ítalo
Afrânio Ítalohttps://conexaobet.com/
Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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