Senador Irajá defende projeto para regulamentar cassinos e jogos no Brasil
O relator do Projeto de Lei 2234/2022, senador Irajá (PSD-TO), voltou a defender a legalização de cassinos, bingos, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalos no Brasil. Em entrevista à TV Senado, o parlamentar destacou os impactos econômicos positivos que a regulamentação pode trazer para o país.
Estudo internacional e comparações
Irajá afirmou que dedicou os últimos cinco anos a estudar diferentes modelos regulatórios em países como Estados Unidos e Singapura, além de nações europeias. Com base nessa análise, ele concluiu:
“Depois de muito estudo, visitando países como Estados Unidos, Singapura e analisando modelos europeus, cheguei à conclusão de que não é possível que o mundo inteiro esteja errado e apenas o Brasil certo”.
Segundo ele, o Brasil é um dos únicos países do G20 que ainda não regulamentou o setor, junto com a Indonésia. Para o senador, essa ausência legal permite que bilhões de reais sejam movimentados de forma clandestina, sem arrecadação de impostos e sem a geração de empregos dentro do território nacional.
Potenciais benefícios econômicos
Em defesa do projeto, Irajá apresentou números que demonstram o impacto da legalização:
- Investimentos estimados em até US$ 40 bilhões
- Geração de aproximadamente 200 mil empregos diretos
- Arrecadação de até R$ 18 bilhões anuais em tributos
Ele destacou que a criação de resorts integrados pode transformar o turismo brasileiro em um polo internacional, aproveitando as belezas naturais do país.
Comparação com destinos turísticos
“Enquanto o Brasil recebe 6 milhões de turistas por ano, Cancún atrai 30 milhões e Las Vegas mais de 40 milhões”, afirmou o senador. Para ele, os cassinos integrados a complexos turísticos podem multiplicar o fluxo de visitantes estrangeiros.
Modelo de concessão
De acordo com Irajá, o projeto prevê um modelo de concessão federal para cada estado, com exceção de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, que poderão ter mais de uma concessão devido ao tamanho da população.
“Será uma concorrência pública semelhante às licitações de aeroportos. O maior projeto, com mais qualidade e investimento, vence”, explicou.
O processo seguirá critérios técnicos e econômicos, premiando propostas que aliem qualidade de projeto, capacidade de investimento e maior potencial de geração de empregos.
Projeto vai além dos jogos
O senador frisou que a proposta não se limita aos jogos de azar, mas busca fomentar negócios, cultura e eventos. Ele citou Las Vegas como exemplo: “Hoje, 80% da arrecadação da cidade vem do turismo e apenas 20% dos jogos. O projeto é sobre gerar negócios, eventos e cultura”.
Próximos passos no Senado
O projeto de lei, que tem votação prevista para esta terça-feira (8) no Plenário do Senado, é visto como um marco para a modernização do mercado brasileiro de entretenimento e jogos, trazendo regras claras e aproveitando o potencial econômico do setor.
Se aprovado, o Brasil passará a integrar a lista de países que regulamentam a atividade, alinhando-se a práticas já consolidadas em mercados internacionais.

