Serpro revela no SBC Summit Rio como sustenta a regulação das apostas

Participação do Serpro no SBC Summit Rio destaca como a infraestrutura pública sustenta a regulação das apostas no Brasil. Entenda o papel do SIGAP, do Datavalid e das ferramentas de proteção social no mercado regulado.

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Serpro revela no SBC Summit Rio como sustenta a regulação das apostas

A consolidação do mercado regulado de apostas no Brasil continua ampliando o debate sobre o papel do Estado na proteção dos cidadãos e na criação de um ambiente seguro para as empresas que atuam no setor. Dentro desse contexto, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) marcou presença no SBC Summit Rio, um dos principais eventos do ecossistema de iGaming da América Latina, para apresentar como a tecnologia pública contribui diretamente para a regulação e para a conformidade das operações no país.

Desde janeiro de 2025, quando o marco regulatório das apostas entrou oficialmente em vigor, governo e operadores passaram a discutir com maior profundidade temas essenciais para o funcionamento do mercado. Entre os assuntos prioritários estão identidade digital, prevenção a fraudes, segurança de dados e mitigação de impactos sociais relacionados às apostas online.

Nesse cenário, o Serpro atua como responsável pela infraestrutura tecnológica capaz de dar suporte à regulação nacional. A empresa trabalha em parceria com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, oferecendo sistemas baseados em dados oficiais que permitem monitorar e organizar o funcionamento do mercado.

Infraestrutura pública para apoiar a regulação do setor

De acordo com Elaine Kato, superintendente do Serpro para Negócios Fazendários e do Trabalho, a empresa estatal possui papel central na construção de um ambiente regulado eficiente. Segundo ela, a estrutura tecnológica desenvolvida permite processar grandes volumes de dados em escala nacional, oferecendo suporte ao governo na fiscalização e no acompanhamento das operações realizadas pelas plataformas autorizadas.

Com a regulamentação em vigor, 86 empresas receberam autorização para operar no país. Esse crescimento do setor exige mecanismos robustos para garantir transparência, segurança e controle das atividades, especialmente em um mercado que movimenta milhões de usuários e transações diariamente.

A participação do Serpro no evento também teve como objetivo mostrar como a integração entre tecnologia e políticas públicas pode fortalecer a governança do mercado, garantindo que operadores e usuários atuem dentro das regras estabelecidas.

Regulação inclui ferramentas de proteção social

A legislação brasileira para apostas online não se limita apenas à autorização das empresas. O novo modelo regulatório também incorporou mecanismos voltados à proteção social e ao incentivo ao jogo responsável, reduzindo riscos associados ao uso compulsivo das plataformas.

Entre essas ferramentas está a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada para permitir que qualquer cidadão solicite voluntariamente o bloqueio de seu acesso às plataformas de apostas regulamentadas. O sistema pode ser configurado por períodos determinados ou indeterminados.

Na prática, isso significa que as empresas licenciadas são obrigadas a respeitar a decisão do usuário, impedindo o envio de comunicações promocionais e bloqueando qualquer tentativa de cadastro ou operação durante o período de autoexclusão.

Segundo Elaine Kato, a iniciativa demonstra que o governo reconhece os possíveis impactos sociais das apostas e busca criar ferramentas eficazes para reduzir danos. A proposta é garantir que o crescimento do setor ocorra de forma equilibrada, com proteção ao consumidor.

Módulo de Impedidos reforça controle social

Outra solução importante implementada dentro da estrutura regulatória é o chamado Módulo de Impedidos. Esse sistema funciona como uma base de verificação que informa às plataformas quando determinado CPF se enquadra em situações legais que impedem o acesso aos serviços de apostas.

Entre os casos previstos estão cidadãos que recebem benefícios sociais do governo, como o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesses casos, as plataformas devem bloquear o cadastro ou impedir o uso do serviço.

A funcionalidade fortalece o caráter social da regulamentação brasileira e cria mais uma camada de controle sobre o funcionamento das plataformas autorizadas.

SIGAP se torna pilar da infraestrutura regulatória

No centro desse sistema está o Sistema de Gestão de Apostas e Participações (SIGAP), plataforma desenvolvida pelo Serpro para dar suporte às atividades da Secretaria de Prêmios e Apostas.

O sistema funciona como a base tecnológica que centraliza o recebimento e o processamento de dados operacionais enviados pelas empresas licenciadas. Essas informações permitem ao governo acompanhar o desempenho do mercado e realizar ações de fiscalização quando necessário.

O volume de dados processados pelo SIGAP demonstra a dimensão do mercado brasileiro de aposta esportiva. Em apenas um ano de funcionamento do mercado regulado, mais de 25 milhões de brasileiros realizaram apostas em plataformas autorizadas.

Além disso, o sistema também contribuiu para ações de combate à ilegalidade. Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda apontam que mais de 25 mil sites ilegais foram bloqueados no período, além da identificação de centenas de operadores irregulares e do encerramento de diversas contas bancárias vinculadas a atividades ilícitas.

Serviços derivados ampliam eficiência do mercado

A partir da base de dados centralizada no SIGAP, o Serpro também desenvolveu módulos e interfaces de programação (APIs) que permitem a criação de serviços adicionais para operadores e autoridades reguladoras.

Entre as funcionalidades estão ferramentas de verificação automatizada, validação de dados em larga escala e cruzamento de informações. Essas soluções ajudam as empresas a cumprir as exigências regulatórias e reduzem riscos operacionais dentro do mercado.

Segundo especialistas do Serpro, esse modelo de infraestrutura tecnológica permite criar um ecossistema mais transparente e confiável para todos os participantes do setor.

Serpro apresenta soluções para operadores no SBC Summit Rio

Durante o SBC Summit Rio, o Serpro também apresentou soluções voltadas ao processo de onboarding das empresas que ingressam no mercado regulado. O objetivo é facilitar a adaptação das plataformas às exigências legais desde as etapas iniciais de operação.

Entre os serviços apresentados está o Datavalid, sistema de validação de identidade digital que pode ser integrado diretamente aos processos de cadastro e autenticação de usuários.

De acordo com Elvis Lennon, gerente de produto do Serpro, a solução aumenta a confiabilidade das operações e ajuda a reduzir fraudes relacionadas a identidade digital. Em um mercado com milhões de transações, garantir a autenticidade dos usuários se torna um desafio fundamental.

Para o executivo, o uso de dados oficiais fortalece a segurança jurídica das empresas e aumenta a integridade do ecossistema digital das apostas.

Além disso, a integração de soluções públicas com as plataformas privadas permite que operadores cumpram as regras estabelecidas pelo governo de forma mais eficiente.

Evento reúne especialistas do setor de apostas

O SBC Summit Rio acontece nos dias 4 e 5 de março e reúne empresas, especialistas, reguladores e executivos do setor de apostas e tecnologia. O evento se consolidou como um dos principais encontros do mercado de jogos e apostas da América Latina.

Durante a programação oficial, o Serpro participou do painel intitulado “A Construção da Infraestrutura Digital no Mercado Brasileiro Regulado”, realizado na área Tech Innovation do evento.

O debate reuniu especialistas para discutir os desafios tecnológicos e regulatórios que acompanham a expansão do setor no Brasil, além de abordar temas como segurança digital, governança de dados e inovação no mercado de apostas.

Além das discussões no palco, a equipe técnica do Serpro também esteve presente em um estande dedicado ao atendimento de operadores e empresas interessadas em compreender melhor as soluções tecnológicas disponíveis para o mercado regulado.

A presença da estatal no evento reforça o papel da tecnologia pública como elemento estratégico para o desenvolvimento sustentável do setor. Com a combinação de infraestrutura digital, fiscalização e políticas de proteção social, o Brasil busca construir um modelo regulatório capaz de equilibrar crescimento econômico, segurança e responsabilidade.

Mais informações sobre políticas públicas e iniciativas do governo relacionadas ao setor podem ser encontradas no portal oficial do Governo Federal.

Fonte: BNL Data
Autor: Magno José

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Afrânio Ítalo
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Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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