ANJL critica nova taxação sobre apostas online

ANJL reage ao PL 5.582/2025, que propõe CIDE de 15% sobre depósitos de apostadores, e alerta para risco de migração ao mercado ilegal e insegurança jurídica no setor.

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ANJL critica proposta de nova taxação e alerta para riscos ao setor de apostas online

O mercado de apostas online no Brasil vive um momento de intensa pressão regulatória e instabilidade. A combinação entre sucessivas propostas de novas taxações e a ausência de políticas públicas estruturadas tem criado um ambiente considerado preocupante pelos operadores do setor.

Nesse contexto, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) divulgou um comunicado oficial manifestando posicionamento contrário a mais uma iniciativa de aumento de impostos sobre o segmento. A declaração responde ao PL 5.582/2025, também chamado de “PL Antifacção”, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

PL propõe CIDE de 15% sobre depósitos de apostadores

A proposta inclui a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) de 15% aplicada sobre os depósitos realizados por usuários em plataformas de apostas esportivas. A medida, segundo o relatório, buscaria garantir novas fontes de financiamento para ações de segurança pública.

Para a ANJL, porém, essa forma de tributação seria inadequada e potencialmente prejudicial ao funcionamento do mercado regulado.

ANJL: Taxar o depósito é ineficaz e incentiva o mercado ilegal

No comunicado, a entidade afirma que nenhum país adota tributação sobre depósito de apostadores de forma bem-sucedida, justamente porque o consumidor migra imediatamente para operadores não licenciados quando percebe que parte do valor depositado será retido pelo governo.

A ANJL ressalta ainda que o dinheiro depositado permanece juridicamente como patrimônio do usuário, e não da empresa operadora. Portanto, taxar essa etapa seria semelhante a “cobrar um imposto para o cidadão depositar dinheiro em uma conta bancária ou carregar um cartão pré-pago” — algo sem precedentes no sistema tributário brasileiro.

Entidade defende alternativas menos danosas

Segundo a associação, já existe no país uma arrecadação bilionária vinculada ao GGR (Gross Gaming Revenue), que poderia ser usada parcialmente para financiar ações de segurança pública, evitando a criação de novos tributos.

A ANJL afirma que taxações adicionais neste momento fragilizam a confiança das empresas que investiram na formalização do mercado atendendo ao chamado do próprio governo, e criam um cenário de insegurança jurídica e imprevisibilidade econômica.

Risco à consolidação do mercado regulado

A entidade considera que o mercado regulado brasileiro ainda está em seus primeiros passos e que mudanças repentinas no regime tributário podem comprometer a estabilidade da indústria. A adoção de uma CIDE sobre depósitos, segundo a ANJL, teria efeito contrário ao desejado, ampliando a atuação de operadores irregulares e reduzindo a arrecadação potencial.

Fonte: iGaming Brazil – igamingbrazil.com

Autor: Carlos Eduardo Petruchio

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Estudante e aspirante a escritora, apaixonada por literatura e filosofia.

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