Caio Vianna propõe lei para garantir repasse direto das bets aos atletas

Projeto de lei aprovado na Comissão do Esporte prevê repasse direto das bets aos atletas. Proposta busca corrigir lacuna legislativa e garantir direitos de imagem nas apostas esportivas no Brasil.

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Caio Vianna propõe lei para garantir repasse direto das bets aos atletas

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados deu um passo importante no debate sobre a regulação das apostas esportivas no Brasil. Em dezembro, foi aprovado o relatório final da Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas, documento que recomenda a apresentação de um novo projeto de lei com foco na proteção dos direitos dos atletas.

O texto aprovado aponta a existência de uma lacuna legislativa que vem prejudicando esportistas profissionais e amadores, especialmente no que diz respeito ao uso de nome, imagem e demais direitos de personalidade em eventos incluídos nas plataformas de apostas esportivas. A proposta busca garantir que esses profissionais recebam uma parcela direta dos valores pagos pelas chamadas bets.

Repasse mínimo de 50% aos atletas

De acordo com o relatório, ao menos 50% do montante destinado ao uso de nome e imagem nos contratos envolvendo apostas de quota fixa deverá ser obrigatoriamente repassado aos atletas que participaram do evento esportivo objeto das apostas. A divisão será proporcional à participação de cada esportista na competição.

A regra será aplicada tanto a atletas brasileiros quanto estrangeiros, desde que atuem em clubes, equipes ou organizações esportivas sediadas no Brasil. A medida pretende trazer mais justiça e transparência na distribuição dos recursos gerados por um mercado que cresce de forma acelerada no país.

Pagamento sem intermediação de clubes e federações

Um dos pontos centrais do projeto sugerido pela subcomissão é a forma como os valores chegarão aos atletas. Diferentemente do modelo atual, o pagamento não passará por clubes, federações ou confederações esportivas.

Fluxo de pagamento previsto

Etapa Responsável Prazo
Envio dos recursos Casas de apostas Após apuração dos valores
Gestão e divisão Sindicatos das categorias Imediato
Repasse aos atletas Sindicato responsável Até 72 horas

Conforme o relatório, as casas de apostas deverão transferir os valores diretamente para os sindicatos das categorias esportivas. Essas entidades ficarão encarregadas da logística de divisão dos recursos, respeitando os critérios definidos em lei.

O sindicato responsável terá um prazo máximo de 72 horas, após o recebimento do dinheiro, para efetuar o repasse ao atleta. A medida busca evitar atrasos, retenções indevidas e falta de transparência no processo.

Lacuna legislativa e proteção aos direitos dos atletas

O relatório foi proposto pelo deputado Caio Vianna (PSD-RJ) e é resultado de meses de audiências públicas, debates técnicos e análises sobre os impactos econômicos e sociais do mercado de apostas esportivas. Segundo o parlamentar, a ausência de regras claras tem impedido que os atletas recebam a contrapartida prevista em lei.

“O projeto de lei pretende sanar lacuna normativa que vem impedindo o efetivo recebimento, por parte dos atletas, da contrapartida prevista em lei pelo uso de sua imagem e demais direitos de personalidade nas apostas de quota fixa”, afirmou Caio Vianna.

Além da questão do repasse financeiro, o relatório também aborda temas como arrecadação, destinação e execução dos recursos provenientes das apostas, pontos considerados estratégicos para a sustentabilidade do setor e para a proteção dos envolvidos.

Fiscalização, prevenção de fraudes e jogo responsável

Caio Vianna também apresentou requerimentos de informações e indicações voltados ao aprimoramento dos mecanismos de fiscalização do mercado de bets. Entre os temas defendidos estão a prevenção de fraudes, a manipulação de resultados e o fortalecimento da cooperação entre diferentes órgãos públicos.

O deputado destacou a importância do uso de tecnologias de rastreamento financeiro e de monitoramento esportivo, além da consolidação de protocolos integrados de fiscalização. Segundo ele, essas medidas são essenciais para garantir a integridade das competições e a credibilidade do setor.

Outro ponto considerado prioritário é a proteção de grupos vulneráveis ao vício em jogos. O relatório reforça a necessidade de políticas públicas e ações coordenadas entre governo, operadores e entidades esportivas para promover o jogo responsável e mitigar danos sociais.

Com a aprovação do relatório na Comissão do Esporte, a expectativa é que o projeto de lei avance nos próximos meses, contribuindo para um ambiente mais equilibrado, transparente e justo no mercado de apostas esportivas no Brasil, alinhado às diretrizes defendidas por órgãos oficiais como o Governo Federal e o Congresso Nacional.

Fonte: BNL Data
Autor: Magno José

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Afrânio Ítalo
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Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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