Jockey Club SP tem recuperação judicial aceita

A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação judicial do Jockey Club, que enfrenta dívidas de R$ 19,1 milhões. O clube, mesmo sendo associação civil, foi reconhecido como agente econômico gerador de riqueza.

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Jockey Club SP tem recuperação judicial aceita

O Jockey Club de São Paulo teve seu pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça paulista neste mês de setembro de 2025. A decisão foi assinada pelo juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, e reconhece que, mesmo constituído como associação civil, o clube desempenha papel de agente econômico e gerador de riqueza.

Passivo superior a R$ 19 milhões

Segundo a petição inicial, o clube enfrenta um passivo estimado em R$ 19,1 milhões. O processo suspende todas as ações e execuções contra a entidade, oferecendo fôlego para reestruturação financeira. A solicitação de recuperação havia sido feita em março deste ano, mas só agora foi deferida pela Justiça.

O pedido foi fundamentado em dificuldades agravadas por dois fatores principais: os impactos da pandemia de covid-19 e a promulgação da Lei Municipal 18.147/2024. Essa legislação proibia o uso de animais em atividades classificadas como jogos de azar, inviabilizando a realização das corridas de cavalo em São Paulo. Mais tarde, a lei foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça paulista.

Atuação do clube e leilões de imóveis

Além das tradicionais corridas de cavalo, o Jockey Club desenvolve outras atividades empresariais, como a locação de espaços para eventos, operação de restaurantes e serviços médico-veterinários. Atualmente, a entidade conta com 183 funcionários em sua folha de pagamento.

No processo, o clube informou que já teve dois imóveis leiloados, entre eles o histórico Hipódromo da Boa Vista. Mesmo diante da crise, o deferimento do pedido mostra que a Justiça reconheceu o papel econômico relevante do Jockey Club para a capital paulista.

Próximos passos da recuperação judicial

A AJ Ruiz Consultoria Empresarial foi designada como administradora judicial e terá 15 dias para apresentar um relatório detalhado sobre a situação financeira do clube, além de uma proposta de honorários.

O Jockey Club de São Paulo terá até 60 dias para apresentar seu plano de recuperação, enquanto os credores poderão registrar habilitações ou divergências no prazo de 15 dias após a publicação do edital.

Obrigações durante o processo

  • Apresentação de relatórios mensais de contas;
  • Atualização de documentos oficiais com a expressão “em Recuperação Judicial”;
  • Comunicação da decisão aos demais juízos onde tramitam ações;
  • Risco de destituição dos administradores em caso de descumprimento.

Importância para o setor e legado

O caso chama a atenção pelo reconhecimento do clube como agente econômico, mesmo na condição de associação civil. A decisão reforça o entendimento de que entidades com atividades empresariais relevantes podem buscar mecanismos de proteção jurídica semelhantes aos aplicados a empresas privadas.

Fundado em 1875, o Jockey Club de São Paulo é um dos mais tradicionais do país e, além das corridas de cavalo, sempre teve papel de destaque na vida social e esportiva da capital. Sua recuperação judicial representa não apenas a tentativa de preservação de empregos e ativos, mas também a continuidade de um patrimônio histórico-cultural ligado ao esporte e às atividades de entretenimento.

Fonte: BNLData – bnldata.com.br

Jockey Club SP

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Amábile Silva
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Estudante e aspirante a escritora, apaixonada por literatura e filosofia.

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