Nova orientação da SPA moderniza processos de verificação nas bets
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) oficializou um novo entendimento sobre processos de KYC no mercado regulado de apostas online no Brasil.
A medida foi publicada no FAQ oficial da secretaria e reconhece a possibilidade de reutilização de documentos previamente verificados em procedimentos de identificação digital realizados pelas plataformas de apostas.
O posicionamento representa um avanço importante para empresas de tecnologia voltadas à verificação de identidade digital, compliance e prevenção a fraudes no setor de iGaming.
Segundo o texto publicado pela Secretaria de Prêmios e Apostas, os operadores poderão utilizar métodos eletrônicos que substituam a captura da imagem do documento físico, desde que os procedimentos mantenham padrões elevados de segurança e auditabilidade.
O que muda no processo de KYC das plataformas de apostas
A FAQ nº 136 da SPA esclarece que o processo de verificação de identidade poderá ser realizado sem a necessidade de solicitar novamente a foto do documento físico do apostador.
Na prática, a secretaria reconhece dois caminhos principais para validação da identidade:
- Utilização de bases de dados confiáveis onde o documento já tenha sido previamente validado em outro processo de KYC;
- Consulta a bases governamentais de alta confiança, com confirmação biométrica e armazenamento auditável da verificação.
Isso significa que operadores poderão reutilizar verificações anteriores desde que elas tenham sido feitas dentro de critérios rigorosos de segurança e autenticidade.
O objetivo da medida é modernizar os processos de onboarding digital e reduzir burocracias sem comprometer o controle regulatório.
Reconhecimento facial continua obrigatório
Apesar da flexibilização em relação ao envio de documentos físicos, a SPA reforçou que algumas exigências permanecem obrigatórias.
Entre elas, o reconhecimento facial do apostador segue como requisito indispensável em qualquer processo de verificação de identidade.
Além disso, os operadores continuam obrigados a:
- Manter os dados e documentos armazenados em seus bancos de dados;
- Garantir processos auditáveis;
- Proteger os dados pessoais dos usuários;
- Registrar comprovantes das verificações realizadas.
Segundo a secretaria, as medidas precisam garantir autenticação confiável e compatibilidade com as regras de prevenção à fraude e lavagem de dinheiro.
Consulta a bases governamentais é autorizada
Outro ponto importante da orientação envolve o uso de bases governamentais para validação biométrica.
As plataformas poderão utilizar sistemas públicos de alta confiança para comparar a biometria facial dos usuários com registros oficiais.
Entre as bases que podem ser utilizadas estão:
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
- SENATRAN;
- Outros sistemas oficiais autorizados.
O processo exige armazenamento de comprovantes auditáveis que demonstrem a realização correta da verificação.
Segundo especialistas do setor, essa autorização representa um passo importante para acelerar cadastros e reduzir fricções na experiência dos usuários.
Legitimuz comemora reconhecimento do modelo digital
A publicação da SPA foi vista pelo mercado como uma vitória para empresas especializadas em soluções de KYC digital, como a Legitimuz.
A companhia atua no desenvolvimento de tecnologias voltadas à verificação de identidade, biometria facial, compliance e prevenção a fraudes.
Segundo o texto divulgado, a empresa participou das discussões técnicas sobre reutilização de documentos junto à secretaria ainda em 2025.
Na ocasião, a Legitimuz elaborou um parecer jurídico em parceria com um escritório especializado em proteção de dados, direito digital e novas tecnologias.
O documento concluiu que o tratamento de dados realizado no fluxo de KYC da empresa é legítimo e compatível com a legislação brasileira.
Parecer jurídico destaca conformidade com a LGPD
O parecer mencionado pela empresa reforça que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não exige consentimento explícito para todos os tipos de tratamento de informações pessoais.
Segundo o entendimento jurídico apresentado, existem bases legais alternativas que justificam o uso de dados biométricos e cadastrais.
No caso da biometria facial, a justificativa utilizada envolve:
- Prevenção a fraudes;
- Garantia da segurança do usuário;
- Proteção da operação regulada.
Já para dados como nome e CPF, a empresa utiliza a base legal do interesse legítimo.
Isso permite o tratamento de informações para melhorar segurança, experiência do usuário e conformidade regulatória.
Empresa afirma seguir padrões avançados de proteção de dados
Além da conformidade jurídica, a Legitimuz afirma ter implementado uma série de mecanismos adicionais de segurança e governança.
Entre as práticas adotadas estão:
- Relatórios de Impacto à Proteção de Dados (RIPD);
- Avaliações de Interesse Legítimo (LIA);
- Política de Privacidade transparente;
- Contratos específicos de proteção de dados;
- Validação contínua de informações cadastrais.
A empresa também informa que oferece ao usuário a possibilidade de aceitar ou recusar a reutilização de dados pessoais em processos de verificação.
Segundo a companhia, isso amplia transparência e fortalece a confiança dos consumidores.
KYC se torna peça central no mercado regulado
Com o avanço da regulamentação das apostas online no Brasil, os processos de KYC ganharam protagonismo dentro da operação das plataformas.
As empresas precisam garantir:
- Identificação correta dos usuários;
- Prevenção à fraude;
- Bloqueio de menores de idade;
- Combate à lavagem de dinheiro;
- Conformidade regulatória.
Ao mesmo tempo, operadores buscam reduzir atritos no cadastro para evitar abandono durante o onboarding.
Nesse cenário, soluções automatizadas com biometria facial e validação digital passaram a ocupar papel estratégico no mercado regulado.
Mercado aposta em onboarding mais rápido e seguro
Segundo especialistas do setor, a tendência é que as plataformas passem a investir cada vez mais em processos invisíveis de verificação.
O objetivo é criar experiências rápidas para usuários legítimos enquanto bloqueiam tentativas de fraude de maneira automatizada.
A utilização de inteligência artificial, biometria facial e integração com bases governamentais deve acelerar essa transformação nos próximos anos.
Empresas especializadas em compliance digital acreditam que o reconhecimento oficial da SPA fortalece o ambiente regulatório brasileiro e amplia a segurança jurídica para operadores e fornecedores de tecnologia.
Setor vê avanço na modernização regulatória
A oficialização do entendimento pela Secretaria de Prêmios e Apostas é considerada um marco importante para o desenvolvimento do mercado regulado de apostas no Brasil.
Além de reduzir burocracias operacionais, a medida busca equilibrar inovação tecnológica, segurança da informação e proteção de dados pessoais.
O novo posicionamento também aproxima o setor brasileiro de padrões já utilizados em outros mercados regulados ao redor do mundo.
Principais pontos da nova orientação da SPA
| Tema | Definição |
|---|---|
| Reuso de documentos | Permitido em processos de KYC |
| Reconhecimento facial | Obrigatório em todos os casos |
| Bases governamentais | Podem ser utilizadas para validação biométrica |
| Armazenamento | Operadores devem manter dados e registros |
| Auditabilidade | Processo precisa gerar comprovantes verificáveis |
| Proteção de dados | Obrigatória conforme LGPD |
O fortalecimento das práticas de compliance regulatório e verificação digital tende a se tornar um dos pilares centrais da evolução do mercado de apostas online no Brasil.
Fonte: BNL Data e Autor: Magno José

