Um jogo de navegador transformou a disputa eleitoral em corrida literal e se espalhou pelos grupos de WhatsApp e Telegram nas últimas semanas. Batizado de Corre, Presidente, o título é gratuito, roda direto no navegador e aposta em uma fórmula simples: escolher um lado, escolher um candidato e sair correndo. O resultado é um fenômeno de humor que vem conquistando o público brasileiro a cada compartilhamento, com um elenco que não para de crescer.
Como funciona a corrida
Corre, Presidente é um runner, o clássico gênero de corrida infinita, em versão caricata e satírica da política nacional. Antes de correr, o jogador escolhe seu time, Esquerda ou Direita, e entra numa disputa que vai além da partida: cada urna coletada na pista soma para o jogador e para o “caldeirão” do seu lado, numa guerra permanente entre as duas torcidas.
Com controles de um toque e partidas rápidas, o jogo foi desenhado para ser acessível a qualquer pessoa, no celular ou no computador, sem necessidade de download ou instalação. Basta abrir o link e começar a disputa.
Um elenco que não para de crescer
O grande trunfo cômico está nos personagens. Os principais nomes da política brasileira aparecem em versão bobblehead, com expressões exageradas, trejeitos reconhecíveis e voz própria: Lula e Bolsonaro lideram as duas alas, acompanhados de Caiado e Dilma, e a lista segue aumentando. A novidade mais recente é a dupla de “coringas do Centrão”: Alckmin, o picolé de chuchu, e Temer, o Drácula do Jaburu, personagens que não têm lado nenhum e correm pelo time do jogador, seja ele qual for. Puro centrão: ficam onde tiver voto.
E já há fila para a próxima leva: Érika, Nikolas, Gleisi e Marçal aparecem no palco do jogo com a faixa “em breve”, cada um com a própria pose, aguardando a estreia na pista.
Dilma estoca vento (literalmente)
Entre as adições mais comentadas está a habilidade exclusiva da Dilma, batizada de “estocar vento” em homenagem ao bordão. Quando a personagem ativa o turbo, turbinas de vento entram em cena e sopram os obstáculos para longe antes mesmo do contato, enquanto cataventos surgem na pista para estender a corrida de quem conseguir apanhá-los. É o tipo de piada interna da política brasileira transformada em mecânica de jogo, e os cortes em vídeo já circulam nos grupos. Outros personagens estão ganhando também suas habilidades específicas
A fuga do juiz
O vilão continua o mesmo: no meio da corrida, um “juiz” de toga entra em cena para perseguir os candidatos, cada vez mais implacável conforme o jogador avança. Trump será implementado em breve, como chefão da esquerda. Cada personagem tem o próprio bate-boca dublado com o magistrado, e as trocas de farpas estão entre as cenas mais comentadas por quem joga, um prato cheio para os cortes que circulam nas redes.
Rádio Presidente: funk e deboche na trilha sonora
Outro detalhe que ajudou o jogo a cair nas graças do público é a Rádio Presidente, uma emissora fictícia que toca funk durante a corrida, com locutor, hora certa e até comercial de mentira. Cada lado tem a sua sintonia: a Esquerda escuta o Companheiro Valdomiro no “Plantão do Planalto”, enquanto a Direita acompanha o Capitão Nildo no “Plantão Patriota”, com boletins e previsão do tempo no maior tom de deboche.
O fenômeno nos grupos
Mais do que o humor, o que impulsionou a popularização de Corre, Presidente foi a camada social do jogo. Um ranking nacional coloca os jogadores em competição direta, com um placar que se atualiza em tempo real e alimenta a rivalidade saudável entre amigos.
Ranking nacional, comitês e o Desafio
O sistema de comitês permite que grupos disputem entre si, com direito a tag personalizada no ranking e chat próprio, e não é incomum que um comitê reúna dezenas de participantes em uma única tarde. Já o Desafio, trilha de níveis movida pelas urnas coletadas ao longo da carreira, dá a cada jogador um emblema exibido ao lado do nome no placar, além de uma recompensa que virou objeto de desejo: a moldura com a faixa presidencial, que não está à venda de forma alguma e só pode ser conquistada jogando.
Somados aos cards de compartilhamento, imagens que exibem o placar e o candidato de cada jogador, esses recursos formam a receita ideal para o jogo circular de grupo em grupo e ganhar tração de forma orgânica.
Declaração da equipe responsável
Segundo a equipe por trás do projeto, a proposta sempre foi entregar uma brincadeira leve e sem compromisso, aproveitando o clima de efervescência política do país.
“A ideia era criar algo que fizesse as pessoas rirem e quisessem desafiar os amigos. É sátira e diversão, do começo ao fim: o jogo é de graça e feito para descontrair”, afirma a equipe de desenvolvimento.
Um retrato bem-humorado da política brasileira
Ao transformar figuras públicas em caricaturas correndo lado a lado, Corre, Presidente se soma a uma tradição bem brasileira de rir da própria política. A estética colorida, as animações exageradas e o tom de deboche ajudam a explicar por que o título encontrou terreno fértil nas redes sociais, onde o humor é a moeda que mais circula.
Como jogar
Corre, Presidente está disponível gratuitamente e não exige instalação nem cadastro obrigatório. Para entrar na brincadeira, basta acessar o link, escolher um lado e correr atrás do topo do ranking, de preferência antes que os amigos do grupo cheguem lá primeiro.
👉 Jogue agora: correpresidente.run


