Bets lideram acessos no Reclame Aqui e expõem avanço do setor no Brasil

As casas de apostas online registraram mais de 21 milhões de acessos no Reclame Aqui em 2025, superando grandes empresas brasileiras. Dados revelam que há 670 marcas cadastradas na plataforma, enquanto apenas 188 possuem autorização da SPA-MF.

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Setor de apostas domina buscas no Reclame Aqui e reforça debate sobre regulamentação

O mercado brasileiro de apostas esportivas online segue ampliando sua presença entre os consumidores e também nos canais de consulta sobre reputação das empresas. Dados divulgados pelo Reclame Aqui mostram que, ao longo de 2025, o segmento acumulou mais acessos na plataforma do que a soma das sete empresas mais pesquisadas do país, evidenciando o crescimento do interesse do público em verificar a credibilidade das operadoras antes de apostar.

Segundo o levantamento, as empresas do setor registraram aproximadamente 21,2 milhões de acessos durante o período analisado. Em comparação, gigantes como Shopee, Mercado Livre, Nubank e Caixa Econômica Federal, juntamente com outras empresas que figuram entre as mais consultadas do portal, somaram cerca de 20,6 milhões de acessos.

Confira outras notícias sobre o mercado em Aposta Esportiva e acompanhe as atualizações sobre a Legislação do setor no ConexaoBet.

Consulta no Reclame Aqui vai além das reclamações

Apesar do volume expressivo, o número de acessos não representa necessariamente reclamações registradas pelos usuários. Sempre que um consumidor visita a página de uma empresa no Reclame Aqui, a plataforma contabiliza um acesso, independentemente de ele abrir uma manifestação formal.

Na prática, muitos usuários utilizam o portal para consultar avaliações, verificar a reputação das operadoras, conferir o histórico de atendimento e entender como determinada empresa responde aos clientes antes de realizar um cadastro ou efetuar um depósito.

Esse comportamento tornou-se ainda mais frequente com o aumento das campanhas publicitárias das casas de apostas em televisão, redes sociais e plataformas digitais.

Publicidade impulsiona pesquisas sobre credibilidade

De acordo com Edu Neves, CEO do Reclame Aqui, a exposição constante das marcas desperta nos consumidores a necessidade de buscar informações adicionais antes de utilizar os serviços.

Segundo o executivo, muitos usuários acessam a plataforma para verificar se determinada empresa responde aos consumidores, qual é seu índice de reputação e se existem problemas recorrentes envolvendo pagamentos, promoções ou atendimento.

Essa consulta preventiva tem se tornado parte da jornada de decisão do apostador, principalmente após a regulamentação do mercado brasileiro.

Problemas mais relatados pelos consumidores

Entre as reclamações formalizadas na plataforma, predominam questões relacionadas ao relacionamento comercial entre operadores e clientes.

  • Promoções divulgadas com informações consideradas insuficientes ou divergentes.
  • Dificuldades para solicitar saques e resgatar valores ganhos.
  • Problemas de acesso às contas dos usuários.
  • Dúvidas envolvendo bônus, regras promocionais e validação de documentos.

Esses temas continuam liderando as manifestações registradas pelos consumidores ao longo do ano.

Diferença entre empresas cadastradas e operadoras autorizadas

Um dos dados que mais chamou atenção no levantamento envolve a quantidade de empresas cadastradas no Reclame Aqui em comparação ao número de marcas autorizadas a operar no Brasil.

Atualmente, a plataforma reúne 670 empresas de apostas online cadastradas. No entanto, conforme informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), apenas 188 marcas estão autorizadas a atuar no país, distribuídas em 87 licenças regulatórias.

A diferença demonstra que centenas de empresas presentes na plataforma ainda não possuem autorização oficial para explorar apostas de quota fixa no mercado brasileiro regulamentado.

Casas ilegais representam maior risco ao consumidor

Na avaliação de Edu Neves, a existência de operadores sem licença aumenta os riscos para os apostadores, principalmente porque essas empresas não seguem as mesmas exigências regulatórias impostas às operadoras autorizadas.

Segundo o executivo, plataformas ilegais conseguem oferecer premiações aparentemente mais atrativas justamente porque não arcam com custos relacionados ao licenciamento, à fiscalização e ao pagamento de tributos.

Entretanto, a ausência de supervisão também reduz as garantias oferecidas aos consumidores, aumentando o risco de práticas que podem comprometer a transparência dos jogos e dificultar a resolução de eventuais conflitos.

Copa do Mundo amplia pressão sobre o mercado

O crescimento da publicidade durante a Copa do Mundo de 2026 voltou a colocar o setor no centro das discussões sobre proteção ao consumidor.

As transmissões esportivas e as redes sociais registraram forte presença de campanhas promocionais de casas de apostas, incluindo ações realizadas por influenciadores digitais e atletas profissionais.

Diante desse cenário, órgãos do governo federal passaram a intensificar o monitoramento das ações publicitárias. A Secretaria Nacional do Consumidor iniciou procedimentos para analisar campanhas veiculadas durante transmissões esportivas, enquanto o Ministério da Fazenda sinalizou a possibilidade de endurecer regras relacionadas aos jogos online.

Educação do consumidor ganha importância

Além de funcionar como canal para registro de reclamações, o Reclame Aqui afirma que busca contribuir com a educação do consumidor, oferecendo informações que auxiliem na escolha de empresas confiáveis e licenciadas.

Os dados coletados pela plataforma também servem como fonte de apoio para órgãos reguladores compreenderem o comportamento dos usuários e identificarem tendências envolvendo o mercado brasileiro de apostas.

Com a consolidação da regulamentação nacional, especialistas acreditam que a diferença entre empresas autorizadas e operadores ilegais tende a ganhar ainda mais relevância, reforçando a necessidade de campanhas educativas para orientar os apostadores sobre os riscos de utilizar plataformas sem licença oficial.

Mais informações podem ser consultadas no Reclame Aqui e no portal da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.


Fonte: BNL Data
Autor: Magno José

Bets

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Afrânio Ítalo
Afrânio Ítalohttps://conexaobet.com/
Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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