A Seleção Brasileira Feminina entra em um novo ciclo sob o comando de Arthur Elias com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no horizonte. Em entrevista à Betnacional, a jornalista Bárbara Coelho avaliou a evolução da equipe desde 2023, destacou a importância de Marta e apontou nomes da nova geração que podem ganhar espaço no grupo.
O Mundial será disputado no Brasil entre junho e julho de 2027. A FIFA já confirmou o calendário da competição, incluindo os estádios que receberão os jogos da Seleção na fase de grupos. O Brasil fará sua estreia no Maracanã, no Rio de Janeiro, antes de enfrentar os demais adversários em São Paulo e Brasília.
Arthur Elias inicia novo ciclo na Seleção
Para Bárbara Coelho, a Seleção Brasileira vive um momento diferente daquele apresentado na Copa do Mundo de 2023. Na ocasião, a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos, com quatro pontos conquistados em três partidas.
“O Brasil vive outro momento. Em 2023, o trabalho estava sob o comando técnico da Pia Sundhage. Ela é uma treinadora vitoriosa que agregou muito à Seleção Brasileira como um todo, trazendo mentalidade, processos e uma evolução interessante para a modalidade, mas que, esportivamente, não funcionou”, comentou a jornalista em entrevista à Betnacional.
Após a saída da sueca Pia Sundhage, Arthur Elias assumiu o comando da equipe. O treinador chegou depois de uma longa passagem pelo Corinthians, clube que também teve papel importante na formação de diversas jogadoras que passaram a integrar a Seleção.
O principal resultado do início desse trabalho ocorreu nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Na semifinal, o Brasil derrotou a Espanha por 4 a 2 e avançou para a decisão. Na final, os Estados Unidos venceram e ficaram com a medalha de ouro, enquanto a equipe brasileira conquistou a prata.
“Em 2024, na França, já tivemos outro trabalho com o Arthur Elias. Ele colhe os frutos estruturais deixados pela Pia, mas aplica uma filosofia e uma forma de trabalhar totalmente diferentes em campo.
“O Arthur é um treinador que conhece muito o futebol brasileiro e as jogadoras do país, tendo treinado por muito tempo o Corinthians, que é a base dessa seleção”, completou Bárbara.
Brasil já tem sedes definidas para a fase de grupos
Os adversários do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo Feminina de 2027 ainda não foram definidos. O sorteio final está marcado para 11 de dezembro de 2026, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Os locais das partidas da Seleção, porém, já estão definidos. De acordo com a tabela divulgada pela FIFA, o Brasil fará a estreia no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 24 de junho de 2027. O segundo compromisso será na Arena Itaquera, em São Paulo, em 29 de junho, enquanto o terceiro jogo da fase de grupos acontecerá no Estádio Nacional, em Brasília, em 4 de julho.
Se avançar ao mata-mata, a Seleção poderá atuar em outras cidades-sede. A FIFA definiu oito sedes para a competição: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Colômbia é apontada como possível surpresa
Embora as principais seleções do futebol feminino apareçam entre as candidatas ao título, Bárbara Coelho acredita que uma equipe sul-americana pode surpreender no Mundial.
“Eu gostaria muito que a Colômbia surpreendesse. É uma seleção latina forte, com ótimas atacantes e meio-campistas, que joga com o brilho e o futebol bonito que a gente gosta.
“Até brinquei recentemente que está tudo bem ser brasileiro e se encantar com o futebol delas. Além disso, o time conta com a Linda Caicedo, uma das melhores jogadoras desta geração, como protagonista.
“Por isso, coloco a Colômbia como a minha aposta de surpresa”, apontou a especialista em exclusiva à Betnacional.
Futebol feminino ganha espaço no Brasil
A expansão do interesse pelo futebol feminino também foi destacada na entrevista. Segundo o material fornecido, uma pesquisa do Instituto Nexus aponta que 41% dos brasileiros passaram a acompanhar com mais frequência os jogos da Seleção Feminina, enquanto cerca de 62% da população demonstra interesse ativo pela modalidade.
Para Bárbara, a maior exposição pode contribuir para o crescimento da base e para o surgimento de novas jogadoras.
“Com mais divulgação, espaço na mídia e valorização, teremos mais praticantes, pois talento não falta: o Brasil é o país do futebol para homens e mulheres. A diferença é que as mulheres não são estimuladas.
“Se forem, revelaremos grandes craques para o futebol mundial”, pontuou.
A jornalista também ressaltou a importância de ampliar o trabalho de formação nas categorias de base.
“Tratar a modalidade como realidade é essencial para que as meninas comecem mais cedo e tenham a formação que hoje ainda falta, já que há poucos trabalhos de base no país.
“Por fim, esta seleção talentosa e carismática, vinda de uma medalha de prata, enche os olhos e renova a esperança no Brasil”, completou Bárbara.
Marta segue como principal referência
O processo de renovação da Seleção não significa, segundo Bárbara, que as jogadoras mais experientes tenham perdido importância. Marta continua sendo apontada como a principal referência da equipe, enquanto nomes mais jovens começam a assumir novas responsabilidades.
“A Seleção Brasileira tem muitas jogadoras talentosas, mas a Marta continua sendo o nosso grande nome e protagonista enquanto jogar profissionalmente.
“Mesmo não sendo mais uma garota de 20 anos e estando em outra condição física, ela se cuida, joga muito e é indispensável como liderança técnica e de vestiário”, disse a creator da Betnacional.
Entre os nomes da nova geração citados pela jornalista está Kerolin, que passou a defender o Barcelona e aparece como uma das atletas capazes de ganhar maior protagonismo no ciclo até 2027.
“Paralelamente, outras atletas estão pedindo passagem para dividir essa responsabilidade. Uma delas é a Kerolin, recém-transferida para o Barcelona.
“Fala-se muito em “passagem de bastão”, mas não devemos depositar esse peso sobre ela. A Kerolin precisa apenas jogar o seu futebol, transmitindo a alegria, o carisma e a brasilidade do seu estilo. Ela é o puro retrato do futebol brasileiro.”
Brasil se prepara para o Mundial em casa
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será a primeira edição do torneio realizada na América do Sul. A competição terá 32 seleções e será disputada em oito cidades brasileiras.
Para a Seleção Brasileira, o torneio representa uma oportunidade de disputar um Mundial diante da torcida nacional depois da medalha de prata conquistada em Paris. A equipe ainda terá de aguardar o sorteio para conhecer seus adversários da fase de grupos.
A preparação também ocorre em um cenário de maior exposição do futebol feminino no país. A ampliação do interesse pela modalidade, o desenvolvimento de novas atletas e a experiência acumulada pelas jogadoras mais experientes formam parte do contexto citado por Bárbara Coelho na avaliação do próximo ciclo.
Com Marta como uma das principais referências e nomes como Kerolin buscando espaço, a Seleção chega ao período que antecede a competição com a expectativa de consolidar o trabalho iniciado por Arthur Elias.
O calendário oficial da FIFA confirma que o Maracanã receberá tanto a partida de abertura quanto a final da Copa do Mundo Feminina de 2027.
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Fonte: iGaming Brazil | Autor: Luiz Vinicius

