Brasil confirma adesão à Convenção de Macolin
O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (5) que o Brasil irá aderir oficialmente à Convenção de Macolin, tratado internacional do Conselho da Europa criado para combater a manipulação de resultados em competições esportivas. A decisão foi tomada após parecer favorável dos Ministérios do Esporte, da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública, reforçando o compromisso do país com a integridade esportiva e o fortalecimento do mercado regulado de apostas.
De acordo com o ministro do Esporte, André Fufuca, a medida representa um avanço significativo: “Não permitiremos que o ambiente das apostas virtuais seja tomado por operadores ilegais. Trabalhamos incansavelmente para combater a manipulação de resultados e garantir a integridade das disputas esportivas”, afirmou.
Potencial econômico e desafios do setor
O governo destacou que o mercado de apostas esportivas no Brasil apresenta alto potencial econômico, atraindo investimentos de operadores nacionais e internacionais e fomentando o patrocínio esportivo. No entanto, também reconheceu os desafios ainda existentes, como o combate às plataformas ilegais, a prevenção à lavagem de dinheiro, a promoção de práticas responsáveis e a integração entre legislações estaduais e federais.
A Convenção de Macolin, em vigor desde 2019, oferece uma estrutura legal comum que permite a cooperação entre autoridades públicas, organizadores de competições, entidades esportivas e operadores de apostas. O objetivo é prevenir, detectar e sancionar manipulações de competições esportivas em escala global.
Visão da Secretaria Nacional de Apostas
O secretário nacional de apostas esportivas e desenvolvimento econômico do Esporte, Giovanni Rocco, comemorou a decisão e classificou a adesão como um passo indispensável para proteger a integridade do esporte brasileiro. Segundo ele, a cooperação internacional e o acesso a dados globais, aliados ao uso de tecnologia avançada, posicionam o Brasil ao lado das melhores práticas internacionais.
“A adesão do Brasil à Convenção de Macolin é estratégica porque o crime de manipulação de resultados é transnacional. A troca de informações e dados de inteligência será fundamental. Essa integração com a Europa nos permitirá adotar medidas muito mais eficazes no enfrentamento desse tipo de fraude, que é complexa e envolve diferentes jurisdições”, destacou Rocco.
Impacto esperado
A medida deve ampliar a confiança de atletas, clubes, torcedores e operadores de apostas regulamentadas, além de fortalecer a imagem do Brasil no cenário internacional como um país comprometido em combater práticas ilícitas relacionadas ao esporte.
Com a adesão, o Brasil passa a integrar um grupo de países que compartilham experiências e colaboram ativamente na fiscalização, monitoramento e punição de casos de manipulação de resultados, elevando o nível de segurança e transparência das competições esportivas.
Fonte: Gaming365

