O projeto de um cassino em Nagasaki voltou ao debate no Japão após a Câmara de Comércio de Sasebo decidir buscar uma nova estratégia para viabilizar o empreendimento. A entidade empresarial pretende envolver a direção do parque temático Huis Ten Bosch na elaboração de uma proposta mais robusta, depois de o plano original ter sido rejeitado pelas autoridades japonesas em 2023.
A iniciativa ocorre em meio ao plano japonês de desenvolver grandes complexos integrados de entretenimento. Segundo o material de origem, as lideranças empresariais de Sasebo avaliam que um novo projeto poderia contribuir para a economia regional e gerar milhares de empregos diretos.
Projeto de cassino em Nagasaki busca nova proposta
A Câmara de Comércio de Sasebo decidiu retomar a articulação em torno do empreendimento após a rejeição do projeto apresentado anteriormente. A estratégia inclui uma aproximação com a administração do Huis Ten Bosch, parque temático localizado na região e apontado como possível parceiro na construção de uma nova proposta.
O plano anterior foi barrado em 2023. Entre os motivos apresentados pelas autoridades estava a falta de segurança considerada suficiente nas garantias financeiras relacionadas ao empreendimento.
Agora, os representantes empresariais pretendem estruturar uma proposta capaz de responder às preocupações que levaram à rejeição anterior. A expectativa defendida pelas lideranças locais é de que o projeto possa estimular a atividade econômica e ampliar a geração de empregos em Sasebo.
Terreno pertence à empresa de investimentos PAG
O terreno considerado para o empreendimento pertence à PAG, empresa de investimentos sediada em Hong Kong. De acordo com o material original, a companhia iniciou sua atuação no Japão em 2022 e possui participação no setor de apostas na Austrália.
A legislação japonesa estabelece um prazo para a apresentação de propostas relacionadas aos complexos integrados. A data indicada no material é 5 de novembro de 2027.
O governo japonês planeja autorizar apenas três grandes complexos de entretenimento. Até o momento, Osaka é apresentada como a única província que conseguiu superar as etapas legais e obter autorização definitiva para seu projeto.
O cenário mantém Nagasaki como uma possibilidade ainda dependente de uma nova proposta e da avaliação das autoridades competentes.
Osaka avança enquanto enfrenta desafios em Yumeshima
Enquanto Sasebo tenta recuperar seu projeto, o empreendimento de Osaka, localizado na ilha artificial de Yumeshima, enfrenta questionamentos relacionados às condições do terreno e aos riscos naturais da região.
A área é alvo de críticas de grupos contrários à construção. Nobuyo Fujinaga, apontada no material como uma das principais vozes da oposição, chama atenção para as características do solo da região costeira de Osaka.
“O solo em Osaka, especialmente ao longo da costa, é geralmente mole. Yumeshima é uma ilha artificial construída em cima de um fundo do mar mole”, alertou.
Segundo Fujinaga, a região também apresenta problemas relacionados à contaminação e ao risco de inundações em caso de terremotos.
“Tenho dito há muito tempo que é líquido. Mas se ocorrer um terremoto, pode facilmente inundar”, disse a especialista.
Obras exigem medidas de estabilização do terreno
O projeto de Osaka também demanda intervenções de engenharia para preparar o terreno. Conforme o material de origem, o poder público já destinou bilhões para medidas destinadas à estabilização da área.
A região ainda exige a remoção de milhares de itens de drenagem, em um processo associado às características do terreno artificial. Apesar dos questionamentos, o consórcio responsável pelo empreendimento mantém o cronograma de construção.
Complexo de Osaka tem inauguração prevista para 2030
Mesmo diante das críticas e dos desafios de engenharia, o projeto de Osaka segue com previsão de inauguração em 2030. A expectativa apresentada no material é receber aproximadamente 20 milhões de visitantes por ano.
O avanço de Osaka aumenta a relevância da disputa por novos projetos de complexos integrados no Japão. Para Nagasaki, a retomada da articulação empresarial representa uma tentativa de apresentar uma alternativa depois da rejeição sofrida em 2023.
Prazo será decisivo para Nagasaki
O prazo de 5 de novembro de 2027 indicado para o envio das propostas cria uma janela para que os representantes de Sasebo reformulem o projeto e apresentem uma nova candidatura.
O próximo passo depende da construção de uma proposta capaz de atender aos requisitos regulatórios e financeiros estabelecidos pelas autoridades japonesas. Até que isso aconteça, o marco regulatório continuará sendo um dos principais fatores para definir o futuro do empreendimento.
O caso também evidencia como o desenvolvimento de cassinos integrados no Japão envolve não apenas expectativas econômicas, mas questões relacionadas ao financiamento, à segurança dos terrenos e aos impactos ambientais e urbanos.
O avanço desses projetos acompanha uma transformação no mercado internacional de entretenimento e jogos, tema que também pode ser acompanhado no conteúdo sobre iGaming do Conexão Bet.
Fonte: iGaming Brazil | Autor: Lucas Olivan

