Pesquisa revela que cassinos de prêmios operam como apostas reais e elevam riscos ao consumidor
Um estudo da American Gaming Association (AGA) indica que a maioria dos jogadores enxerga os chamados sweepstakes casinos — conhecidos como cassinos de prêmios — da mesma forma que vê cassinos online com dinheiro real. Essas plataformas se apresentam como alternativas legais ao jogo online, mas exploram brechas regulatórias, operando sem oferecer garantias ao consumidor, práticas de jogo responsável ou mecanismos de fiscalização.
A pesquisa, divulgada na quinta-feira (1º), entrevistou 2.250 adultos nos Estados Unidos. Segundo a AGA, os cassinos de prêmios atuam em uma “área cinzenta” da legislação, sem proteções adequadas e com publicidade agressiva que contribui para confundir os usuários sobre a legalidade e a segurança dessas operações.
Principais conclusões do levantamento
- 90% dos jogadores reconhecem a atividade como uma forma de jogo;
- 69% descrevem essas plataformas como locais para apostar dinheiro real;
- 80% gastam dinheiro mensalmente, e quase metade o faz semanalmente, sem as redes de segurança dos operadores regulados;
- O número de jogadores mensais é o dobro em estados onde não há proibição;
- 62% consideram que a descrição “site ou app onde se aposta dinheiro real” se aplica a cassinos de prêmios, percentual próximo ao do iGaming tradicional (67%).
Quando perguntados se jogar em cassinos de prêmios é equivalente a apostar, 59% responderam “com certeza” e 31% “provavelmente”, deixando apenas 10% discordando.
Motivação e perfil dos usuários
O fator financeiro é a principal motivação para o uso dessas plataformas: 65% começaram a jogar buscando retorno monetário, índice semelhante ao observado no iGaming tradicional (67%). Em contraste, entre usuários de aplicativos sociais gratuitos, 73% jogam apenas por diversão.
O perfil demográfico dos jogadores é equilibrado: 51% homens e 49% mulheres, com a maioria entre 21 e 50 anos. Em relação à renda, 38% dos jogadores de cassinos de prêmios e 39% dos de iGaming tradicional declararam ganhos anuais inferiores a US$ 50 mil.
Para 76% dos usuários, a possibilidade de converter ganhos em dinheiro foi considerada “muito” ou “extremamente importante” na decisão de jogar. Além disso, 67% dos que gastam nessas plataformas investem principalmente na compra de Sweeps Coins — moedas que podem ser trocadas por prêmios em dinheiro — em vez das Gold Coins gratuitas.
Impacto das regulamentações estaduais
Em estados com regras mais rígidas — como Connecticut, Idaho, Michigan, Washington, Nevada, Nova York e Montana —, onde menos da metade dos operadores é permitida, a base de jogadores caiu 53%.
“Acreditamos que os cassinos de prêmios devem ser tratados como iGaming ilegal. Eles prejudicam o setor regulado, afetam a arrecadação dos estados e colocam os jogadores em risco”, afirmou Adam Greenblatt, CEO da BetMGM.
Segundo a AGA, essas plataformas imitam a linguagem, identidade visual e funcionalidades de operadores licenciados, reforçando a confusão do público e utilizando publicidade sem controle.
Recomendações da AGA
Com base nos resultados, a AGA defende a implementação de medidas regulatórias mais claras e fiscalização reforçada para cassinos de prêmios que atuam fora do mercado regulado. O objetivo é proteger consumidores, reduzir riscos associados ao jogo não regulamentado e preservar a integridade do setor legalizado de iGaming.
A entidade também ressalta a necessidade de campanhas de conscientização para que jogadores identifiquem diferenças entre operadores licenciados e plataformas que utilizam brechas legais para operar.
Fonte: BNLData – bnldata.com.br

