BiS João Pessoa debate apostas, loterias e VLTs no Nordeste

Primeiro dia do BiS João Pessoa reuniu executivos e representantes do setor para discutir desenvolvimento regional, integridade, loterias estaduais e novas tecnologias.

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O primeiro dia do BiS João Pessoa reuniu representantes de empresas, associações, loterias e órgãos ligados ao setor para discutir diferentes aspectos do mercado de jogos e apostas no Nordeste. Realizado em 16 de setembro, no Resort Tauá, o evento colocou em pauta temas como desenvolvimento regional, integridade nas apostas esportivas, inovação nas loterias, jogo responsável e perspectivas para os terminais de vídeo lotérico (VLTs).

A programação oficial do BiS João Pessoa ocorre nos dias 16 e 17 de setembro de 2026. No primeiro dia, os painéis também abordaram a expansão das loterias estaduais e a participação de empresas do setor na região. A agenda oficial do evento confirma os temas e os participantes das sessões.

BiS João Pessoa discute potencial econômico do Nordeste

A primeira sessão do dia tratou das potencialidades para o desenvolvimento socioeconômico do Nordeste. Participaram Wamberto Motta, gerente de Produtos da Todos Querem Jogar, Joberto Porto, Chief Legal Officer da CDA Gaming, Leonardo Baptista, fundador e CEO da Pay4Fun, e Luciana Hendrich, diretora da ABRAJOGO.

Baptista destacou a movimentação de negócios de Santa Catarina para o Nordeste e citou a atuação da Pay4Fun na Paraíba. Segundo o executivo, a empresa mantém um hub de desenvolvimento na região e possui parceria com a Lotep.

“Nós, da Pay4Fun, temos um hub de desenvolvimento com desenvolvedores aqui, apoiando. É muito legal ver essa expansão. Na questão de parcerias locais, a Pay4Fun é um dos meios credenciados na Lotep. Trabalhamos com a Lotep há alguns anos. É um mercado que já existe, está entre os maiores do Brasil e só tende a crescer”, declarou.

Luciana Hendrich também ressaltou a relevância dos números relacionados ao Nordeste e afirmou que pretende estimular a presença de empresas na região.

“Vou deixar o meu comprometimento. Nós vamos fazer esse movimento a partir de agora.”

Vaquejada ganha espaço nas discussões do setor

A programação seguinte foi dedicada à vaquejada, com participação de Matheus Leal, diretor comercial no Brasil da FIRST, e Natalia Nogues, CEO da Control F5. O painel abordou a modalidade sob a perspectiva cultural, econômica e de sua relação com a nova economia digital.

Leal destacou a importância da modalidade para operadores interessados em ampliar sua atuação junto ao público nordestino e relacionou a vaquejada a indicadores comerciais do setor.

“Incrivelmente importante para um operador que tenha vontade de aumentar seu GGR e turnover, presença de jogadores no Nordeste. Você precisa ter uma lupa na questão da vaquejada”, declarou Leal.

Integridade nas apostas esportivas entra em debate

O painel sobre integridade nas apostas esportivas reuniu Caio Porto Ferreira, delegado e procurador de Justiça Desportiva, Murilo Passarinho, diretor de Relações Governamentais da ANJL, e Carla Dualib, Head Brasil da DIgitain.

Passarinho destacou a necessidade de acompanhar a evolução tecnológica do mercado e relacionou o uso de ferramentas tecnológicas ao monitoramento da integridade das competições.

“Correr atrás da tecnologia é muito importante, a gente ter regulamentação, mas esse mercado muda muito rápido.

No nosso caso, levar em consideração como a tecnologia pode nos ajudar. Já tem nos ajudado a manter o esporte, de maneira geral, íntegro, confiável, para que as pessoas possam apostar sabendo que essa competição não está arrumada”, disse Passarinho.

Caio Porto Ferreira, por sua vez, diferenciou integridade esportiva e integridade das apostas, destacando os diferentes campos envolvidos no enfrentamento de problemas relacionados às competições e às operações de apostas.

“São coisas totalmente diferentes. A integridade esportiva está no âmbito do direito desportivo, sendo defendida pelas federações, entidades esportivas, e a integridade das apostas está sendo tecnologia, pelas boas empresas e boas associações.

Precisamos avançar sobre esse debate para que a gente possa pregar e mostrar as vantagens e as realidades que essa indústria traz. Só assim a gente vai construir uma parcela da sociedade, nos meios de comunicação, no Parlamento”, completou.

Loterias discutem inovação e adaptação regulatória

Na parte da tarde, o BiS João Pessoa voltou as atenções para o segmento lotérico. O painel “Sustentabilidade e Inovação: Redefinindo o Portfólio das Loterias em um Mercado em Transformação” reuniu Rodrigo Cigliutti, Javier Milián, Gonzalo Torres, Luis Carlos Barraza e Renato Silva Siqueira.

Siqueira, presidente da Caixa Loterias, mencionou os 64 anos da loteria da Caixa e diferenciou o segmento tradicional das apostas de quota fixa. Ele também destacou a expansão das loterias estaduais e os desafios de adaptação diante do novo cenário regulatório.

“A gente responde por essa loteria tradicional. Não falo sobre quota fixa, que é muito mais nova. Falando das loterias tradicionais, temos hoje uma expansão das loterias estaduais no mercado brasileiro.

Cada loteria está no seu processo de expansão e de se estabelecer. Nós temos mais de 13 mil pontos de venda físicos, trabalhamos também no digital. O nosso desafio dentro da regulação é essa adaptação junto com o espaço das loterias estaduais.

Então, temos um espaço de regulação para nos adaptar a novas possibilidades de negócio que possam existir dentro da nossa vertical de jogos, tanto loterias quanto loterias instantâneas”, acrescentou.

As discussões sobre o segmento lotérico também envolveram inovação, comercialização, desenvolvimento e a necessidade de conciliar expansão com responsabilidade. O tema integra o contexto mais amplo das loterias no mercado brasileiro.

Jogo responsável é destacado pela Lotep

O papel das loterias no atendimento à sociedade foi discutido em outro painel do evento, que contou com a participação de Petrônio Rolim, superintendente da Lotep.

Rolim defendeu que a criação de produtos e a inovação no setor sejam acompanhadas por medidas de proteção às pessoas, colocando o jogo responsável como parte desse processo.

“Nesse momento, na condição de regulador, trago a pergunta: como inovar e criar novos produtos sem perder o cuidado com as pessoas? Se a gente perder isso, perde o nosso propósito.

É importante que haja sempre um equilíbrio entre a criação, o âmbito da inovação, a comercialização e o grande propósito, que é impactar e trazer todo esse resultado. Essa é uma responsabilidade que tem que estar pujante dentro do conceito de jogo responsável.

Como responsável por uma loteria, temos esse cuidado, investir no setor e algo que patenteia a nossa marca: o cuidado com as pessoas, acima de tudo.”

A fala colocou a proteção dos consumidores entre os pontos considerados no desenvolvimento de novos produtos e estratégias comerciais do segmento.

Loterias estaduais apresentam expansão

O crescimento das loterias estaduais foi novamente discutido em painel com Edson Kikuchi, fundador e CEO da 2S Consultoria, Daniel Romanowski, diretor-presidente da Loterias do Estado do Paraná, Eduardo Paiva, presidente da LOTOTINS, e Manoel Junior, presidente do SINLOP.

Romanowski apresentou as loterias estaduais como complementares às operações tradicionais da Caixa e citou números relacionados à atuação da Lottopar no Paraná.

“As loterias estaduais, que estão chegando agora, trazem um modelo diferente de negócio. Já são 60 milhões arrecadados pela Lottopar para o estado, 610 milhões de reais em prêmios, principalmente nos terminais de VLT, que é essa modalidade dos jogos instantâneos. Temos muito orgulho de fazer parte dessa pequena história”, afirmou.

Os números foram apresentados pelo executivo durante o painel e devem ser entendidos dentro do contexto da atuação da Lottopar mencionado na sessão.

VLTs encerram programação do primeiro dia

O último painel da quarta-feira discutiu os VLTs no Brasil, com foco em tecnologia, operação, certificação e perspectivas de mercado. Participaram Marcello Corrêa, CEO da Axis Veritas Consultoria, Edgar Rivero, gerente sênior de Desenvolvimento de Negócios da BMM Test Labs Brasil, Sebástian Nogues, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Inspired Entertainment, e Carlos Crespo, CEO da Show Ball.

Corrêa destacou a certificação como elemento relacionado à credibilidade dos jogos e também mencionou a necessidade de adequação dos produtos aos mercados em que serão disponibilizados.

“certificação é essencial, dá credibilidade ao jogo. Ter um produto adequado, aderente ao mercado em que se coloca, e o equilíbrio entre aquilo que se dá de payout e aquilo que se dá de retorno aos operadores.

A gente vai ter que dar mais um tempo para que os VLTs tomem as ruas. À medida que o jogo legalizado cresce, o jogo ilegal cede espaço”, concluiu.

Com os VLTs, o debate do primeiro dia voltou a destacar a relação entre tecnologia, certificação, operação e expansão de modalidades dentro do mercado regulamentado.

O BiS João Pessoa segue com programação no dia 17 de setembro, incluindo discussões sobre regulação, desenvolvimento do mercado no Nordeste, prevenção à lavagem de dinheiro, cassinos físicos, influência digital e futebol regional.

Fonte: iGaming Brazil | Autor: Cristina Possamai

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Afrânio Ítalo
Afrânio Ítalohttps://conexaobet.com/
Estudante no Instituto Federal e redator júnior nas horas vagas.

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