A proibição das bets foi apontada por 5% dos entrevistados como o tema mais considerado na escolha do candidato à Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026. Entre os participantes que declararam intenção de votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o percentual chegou a 10%. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), ficou em 1%, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
Divulgada em 10 de outubro, a pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todo o Brasil. O levantamento também investigou quais assuntos tiveram maior peso na decisão de voto durante o primeiro turno e identificou diferenças entre as respostas dos grupos eleitorais analisados.
Proibição das bets teve o mesmo percentual que o fim da escala 6×1
No resultado geral, a proibição das apostas online recebeu 5% das menções, mesmo percentual registrado pelo fim da escala de trabalho 6×1. Os dois temas ficaram à frente do aumento do Bolsa Família, citado por 3% dos entrevistados.
Corrupção e crise no Supremo Tribunal Federal (STF) lideraram a lista, com 24% das respostas. Economia, emprego e preços apareceram em seguida, com 17%, enquanto saúde e educação somaram 12%.
Violência e segurança foram mencionadas por 7% dos participantes. Já soberania nacional e atitudes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representaram 6% das respostas.
Entre eleitores de Lula, índice chegou a 10%
No grupo de entrevistados que declararam intenção de votar em Lula no segundo turno, saúde e educação foram os temas mais citados, com 19%. Soberania nacional e atitudes de Donald Trump apareceram na sequência, com 13%.
Economia, emprego e preços e o fim da escala 6×1 registraram 11% cada. A proibição das bets ficou logo depois, com 10% das menções.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o percentual que apontou o fim das apostas como principal tema considerado na escolha eleitoral foi de 1%, segundo a pesquisa.
Os números descrevem a importância atribuída aos assuntos apresentados aos entrevistados. Eles não devem ser interpretados isoladamente como uma medida de apoio ou rejeição à proibição das apostas, nem como indicação de que o tema tenha determinado o voto.
Como a pesquisa foi realizada
O levantamento utilizou uma pergunta estimulada. Os participantes escolheram, entre os assuntos apresentados, aquele que mais levaram em consideração ao decidir o voto no primeiro turno. Portanto, os percentuais correspondem à escolha de um tema principal dentro das opções oferecidas.
As entrevistas foram realizadas por telefone entre os dias 6 e 8 de outubro. De acordo com as informações divulgadas, a pesquisa tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95,45%.
O estudo foi financiado com recursos próprios do Ipespe e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00933/2026.
Levantamento ocorreu durante mudanças no setor de apostas
O período das entrevistas coincidiu com o início do bloqueio de plataformas de apostas online no Brasil, conforme relatado pela publicação original. A medida foi associada à Medida Provisória nº 1.394/2026 e provocou questionamentos judiciais de empresas e entidades representativas do setor.
O contexto ajuda a compreender por que a proibição das bets apareceu entre os assuntos considerados pelos eleitores durante a campanha. No entanto, a pesquisa não estabelece uma relação causal entre as medidas envolvendo o mercado de apostas e as escolhas eleitorais dos participantes.
Para acompanhar outros desdobramentos do setor, o leitor pode consultar a cobertura de apostas esportivas, as notícias sobre legislação e os conteúdos de iGaming publicados pelo Conexão Bet.
Os dados e a metodologia mencionados nesta matéria têm como referência a publicação da Focus Gaming News sobre a pesquisa Ipespe/Abrapel.
Fonte: Focus Gaming News | Autor: Equipe Editorial da Focus Gaming News, conforme a assinatura da publicação original.

