Segundo a Connect PSP, empresa especializada em infraestrutura para operações financeiras digitais de alta complexidade, a fiscalização das operações passou a considerar também o comportamento da base de usuários. A avaliação, de acordo com a companhia, não se limita à existência de ferramentas de compliance e antifraude, mas considera como esses recursos são utilizados no dia a dia.
A mudança ocorre em um contexto no qual as operações precisam acompanhar não apenas as transações realizadas, mas também padrões recorrentes de comportamento. Nesse cenário, MEDs sucessivos, movimentações consideradas irregulares, falta de orientação e ausência de registros podem formar um histórico sobre a atuação de determinada plataforma.
O que muda na fiscalização das operações
De acordo com a Connect PSP, a supervisão anteriormente estava concentrada na existência de políticas de compliance, ferramentas antifraude e capacidade de resposta às notificações. Agora, segundo a empresa, também ganha importância a maneira como esses mecanismos são aplicados.
Um exemplo citado pela companhia envolve plataformas que recebem MEDs recorrentes relacionados aos mesmos usuários, mas não adotam medidas diante dessa repetição. Ao longo do tempo, esse comportamento pode formar um histórico que, segundo a empresa, pode ser identificado externamente.
A análise também pode envolver operações que aceitam movimentações consideradas irregulares sem questionamento ou que não acompanham adequadamente o comportamento financeiro de seus usuários. A comunicação e a orientação oferecidas pela plataforma também entram nesse contexto.
Para a Connect PSP, a ausência desses processos pode indicar uma capacidade limitada de controle sobre a própria operação. A questão, portanto, não estaria apenas na existência de ferramentas, mas nas medidas tomadas a partir das informações produzidas por elas.
MED sem fraude exige atenção
Outro ponto destacado pela empresa é a utilização indevida do MED. Segundo a Connect PSP, abrir um MED sem que tenha ocorrido golpe ou fraude não deve ser tratado como um recurso de conveniência para tentar reverter uma transação.
Nessa situação, a companhia caracteriza o procedimento como uma declaração falsa dentro de um mecanismo regulatório. O material também ressalta que a utilização indevida fica registrada.
Nem todo usuário, porém, agiria necessariamente com má-fé deliberada. A falta de informação pode influenciar determinadas decisões. Por isso, segundo a Connect PSP, a comunicação da operação tem papel relevante na prevenção.
Quando uma plataforma informa, orienta e corrige seus usuários sobre o uso adequado do mecanismo, reduz as condições para que o MED seja compreendido como um atalho. O acompanhamento da base passa, assim, a fazer parte da estrutura de controle.
Comportamento dos usuários entra no compliance
A qualidade de uma operação, de acordo com a Connect PSP, não deve ser avaliada somente por indicadores comerciais, como conversão. O comportamento dos usuários e a maneira como a plataforma reage a padrões de risco também fazem parte desse processo.
A empresa afirma que uma operação que não acompanha sua própria base pode demonstrar ao regulador uma estrutura de compliance limitada. Nesse sentido, o monitoramento de padrões recorrentes passa a ser uma atividade preventiva, e não apenas uma resposta a problemas já consolidados.
Entre as consequências mencionadas pela companhia estão a marcação de CNPJ, restrições junto a parceiros bancários, exigências adicionais de compliance e condições menos favoráveis de liquidação.
Segundo a empresa, esses efeitos não dependem exclusivamente de uma ação posterior. A prevenção exige acompanhamento contínuo, documentação dos procedimentos e registro das decisões tomadas durante a operação.
Três frentes de acompanhamento
Segundo a Connect PSP, as operações podem concentrar esse trabalho em três frentes principais: monitoramento da base, comunicação com os usuários e manutenção de registros.
- Monitorar a base: identificar usuários com MEDs recorrentes, cruzar padrões de comportamento e agir antes que esses padrões se consolidem.
- Comunicar e orientar: explicar aos usuários as situações de disputa legítima e o significado de uma utilização indevida do MED.
- Registrar tudo: manter uma trilha de auditoria relacionada às decisões, notificações respondidas e usuários sinalizados.
A proposta é criar evidências do acompanhamento realizado pela operação. Dessa forma, o processo de compliance não ficaria restrito à apresentação de um relatório produzido posteriormente, mas seria documentado durante a execução das atividades.
Sentinela reúne recursos de compliance e antifraude
É nesse contexto que a Connect PSP apresenta o Sentinela, descrito pela empresa como um motor de compliance e antifraude. A solução inclui o Módulo Avançado de Rastreio de Transações.
Entre os recursos citados estão o score de risco por transação e a identificação de MED recorrente. A estrutura também permite identificar padrões associados a contas-laranja e gerenciar Notificações de Infração dentro do prazo.
Outro componente destacado é a trilha de auditoria de ponta a ponta. Conforme a empresa, as informações ficam registradas com data, decisão e justificativa, permitindo demonstrar quais medidas foram tomadas durante a operação.
A lógica apresentada pela Connect PSP é que a fiscalização não considere apenas se determinado problema ocorreu. Também passa a ser relevante demonstrar como a operação identificou o risco, qual decisão tomou e quais procedimentos foram aplicados posteriormente.
O papel do compliance nas operações digitais
O cenário descrito pela empresa reforça a importância de estruturas capazes de acompanhar transações e comportamento dos usuários de forma contínua. Para operações digitais, isso envolve combinar ferramentas de monitoramento, processos internos, treinamento e comunicação.
A Connect PSP afirma oferecer infraestrutura tecnológica para operações financeiras digitais de alta complexidade, com recursos de orquestração multi-banco, compliance contínuo e rastreabilidade.
A companhia informa atender segmentos como iGaming, marketplaces, infoprodutos e fintechs de alto volume. No ambiente de apostas esportivas, o acompanhamento de pagamentos e padrões de comportamento também integra os desafios relacionados à prevenção de fraudes e ao cumprimento das regras aplicáveis.
Para acompanhar o contexto regulatório mais amplo, o leitor também pode consultar a seção de legislação do Conexão Bet.
As informações sobre mudanças na fiscalização e as características do Sentinela apresentadas nesta matéria são atribuídas à Connect PSP. A efetiva aplicação de medidas regulatórias deve ser analisada conforme as normas e orientações das autoridades competentes.
Fonte: iGaming Brazil – igamingbrazil.com | Autor: Luiz Vinicius

