Mulheres ainda enfrentam barreiras no topo do esporte global
Um novo levantamento divulgado pela Sport Integrity Global Alliance (SIGA) revela avanços importantes na presença feminina na governança esportiva internacional, mas também evidencia desafios persistentes, especialmente nos cargos de liderança mais elevados.
O relatório SIGA 2026 analisou a representatividade de gênero nas 30 federações internacionais vinculadas à Association of Summer Olympic International Federations (ASOIF), oferecendo um panorama detalhado da participação feminina nos principais órgãos de decisão do esporte global.
Avanço consistente na participação feminina
Os dados mostram que as mulheres ocupam atualmente 32,02% das posições executivas nessas organizações. O número representa um crescimento gradual ao longo da última década e indica progresso em direção a uma maior equidade de gênero.
Além disso, 21 das 30 federações analisadas já atingiram ou ultrapassaram a marca de 30% de representatividade feminina, o que demonstra uma mudança estrutural positiva na composição dessas entidades.
Casos de destaque e avanço rumo à paridade
Entre os exemplos mais relevantes, a World Athletics se tornou a primeira federação internacional a alcançar paridade total de gênero em sua estrutura executiva, com divisão equilibrada entre homens e mulheres.
Outras organizações também apresentam índices expressivos de participação feminina, como:
- Federação Equestre Internacional – 47,62%
- Federação Internacional de Tênis de Mesa – 45,45%
- World Rowing – 44,44%
- Federação Internacional de Ginástica – 44%
- World Aquatics – 42,5%
- World Rugby – 41,67%
- World Skate – 40%
Esses números reforçam o avanço gradual em direção à igualdade, embora ainda existam diferenças relevantes entre as entidades.
Queda na presença feminina em cargos de liderança
Apesar do progresso geral, o estudo destaca um retrocesso específico nos cargos mais altos. O número de mulheres ocupando posições de presidência em federações internacionais caiu de quatro para três desde o último levantamento, realizado em 2024.
Além disso, permanece limitado o número de mulheres atuando como CEOs ou secretárias-gerais, evidenciando que o avanço não ocorre de forma uniforme em todos os níveis hierárquicos.
Esse cenário revela uma dualidade: enquanto a presença feminina cresce em cargos executivos, o acesso às posições de maior poder ainda enfrenta barreiras estruturais.
Reformas e ações necessárias
O relatório aponta que, para consolidar os avanços e garantir mudanças duradouras, é fundamental implementar reformas estruturais no sistema esportivo global.
Entre as principais recomendações da SIGA estão:
- Aplicação de padrões universais de boa governança
- Criação de políticas claras de diversidade e inclusão
- Definição de metas mensuráveis para liderança feminina
- Investimento em programas de mentoria e formação
- Monitoramento contínuo com relatórios públicos
O papel do SIGAWomen na transformação
Lançado em 2018, o programa SIGAWomen tem sido uma das principais iniciativas globais para promover a liderança feminina no esporte. A plataforma atua no desenvolvimento de talentos, mentoria e advocacy internacional.
Segundo Emanuel Macedo de Medeiros, CEO global da SIGA, os dados mostram avanços reais, mas ainda insuficientes para alcançar igualdade plena.
“O progresso é visível, mas a liderança continua predominantemente masculina nos níveis mais altos. É necessário acelerar as mudanças para garantir resultados sustentáveis”, afirmou.
Importância da mentoria e desenvolvimento de lideranças
Katie Simmonds, diretora comercial global da SIGA, destacou a relevância de programas de mentoria para impulsionar a equidade de gênero.
Segundo ela, iniciativas como o SIGAWomen Global Mentorship Programme são essenciais para conectar profissionais emergentes com líderes experientes, criando oportunidades e fortalecendo a presença feminina no setor.
Perspectivas para o futuro da governança esportiva
O cenário atual indica que, embora haja progresso significativo, a equidade de gênero na governança esportiva ainda depende de ações contínuas e coordenadas.
Com o avanço de iniciativas globais e maior pressão por diversidade, a tendência é que as federações intensifiquem seus esforços para promover mudanças estruturais.
Para mais informações sobre o relatório, acesse https://www.siga-sport.com/ ou confira conteúdos sobre o movimento olímpico em https://olympics.com/.
Conclusão
O estudo SIGA 2026 reforça que o caminho para a equidade de gênero no esporte global está em andamento, mas ainda exige compromisso, investimento e mudanças estruturais profundas. O desafio agora é transformar os avanços em resultados permanentes, garantindo que a liderança esportiva reflita a diversidade da sociedade.
Fonte: Gaming And Media e Autor: Roman Frymer

